08 de julho de 2026
Bairros

Prefeitura também quer contrapartida das escolas

Thaís da Silveira
| Tempo de leitura: 2 min

Assim como os representantes de escolas de samba cobram posturas por parte da Prefeitura de Bauru, a administração municipal também espera uma contrapartida da Liga das Escolas de Samba e Entidades Carnavalescas de Bauru (Lesec).

“Esperamos que a Lesec possa se organizar um pouco mais e aglutinar mais pessoas que possam auxiliar nessa organização e na busca de parcerias”, diz o secretário municipal de Cultura, Sérgio Losnak.

“Queríamos um envolvimento maior das escolas e da Liga para discutir o assunto. Tem que haver uma discussão um pouco mais ampla. Ganhar mais pessoas que tenham amor pelo Carnaval”, acrescenta o titular da pasta.

Losnak enfatiza que a secretaria está disposta a orientar e conversar com os representantes das escolas de samba. Ele acredita que a organização popular pode ajudar na estruturação das escolas.

Quanto aos montantes repassados em anos anteriores para a realização dos desfiles no Sambódromo, o secretário afirma que estão descartados daqui para frente.

A Secretaria deve direcionar recursos para outras ações, evitando privilégio de um segmento. “Todo orçamento da secretaria ia só para o Carnaval. O prefeito decidiu que seria necessário investir em outras áreas dentro da cultura, como o teatro, a biblioteca, a maria-fumaça, a feira do livro”, justifica.

Em 2000, a prefeitura destinou R$ 317 mil ao Carnaval de Bauru. No ano seguinte, houve uma redução para R$ 240 mil e foram cobrados ingressos. Como a população não aderiu à compra de ingressos e os portões tiveram de ser abertos, a Lesec exigiu mais R$ 28 mil da administração municipal, que foram repassados.

Para o ano passado, ficou acordado que a Lesec faria eventos para angariar fundos para os desfiles. “Aquela proposta de que a Lesec iria realizar eventos não surtiu efeito. No ano seguinte, ela dependia outra vez totalmente da municipalidade. Aí houve um entendimento de que não iríamos fazer o repasse”, explica Losnak.

“No Carnaval de 2001 a Prefeitura já havia se posicionado quanto ao não-repasse de verbas para 2002”, afirma o secretário.

Em 2002, pela primeira vez não foi realizado o tradicional desfile. Poucas escolas apresentaram-se em bairros. “A idéia era de que a Liga pudesse andar por seus caminhos um pouco mais. Não é isso que tem se observado. Ela está muito dependente”, analisa o secretário de Cultura.

Neste ano, a prefeitura deu um prazo para que a Lesec definisse se usaria o Sambódromo. Como não havia recursos, a Liga optou por não fazer o desfile no local e a prefeitura manteve o apoio de infra-estrutura.

Para auxiliar as escolas na confecção de camisetas, a Secretaria de Cultura está adquirindo um equipamento para estampar tecido. O objetivo é desenvolver grifes para as entidades e reduzir custos. Um funcionário municipal ministrará oficinas para ensinar integrantes das escolas a operar a máquina.

O secretário também garante que nos próximos dias haverá reunião para começar a falar sobre as estratégias para o ano que vem.