No início da tarde, desabrigados do Jardim Ferraz, concentrados na Praça Jaime Bichusky, próximo às residências que foram desocupadas, iniciaram um protesto na quadra 9 da rua José Henrique Ferraz. Eles queimaram pneus, móveis e objetos pessoais e pediram assistência do poder público.
Alguns desabrigados afirmaram que os vizinhos teriam tido informações, através de veículos de comunicação, de que a prefeitura estaria disponibilizando recursos até o local. “Segundo a reportagem, a prefeitura falou que tinha mandado comida, assistência médica, água e já tinha tomado providências. E não tomou nada. Por isso, essa manifestação é para chamar a atenção das autoridadesâ€, afirma Fabiana Barros Souza.
A titular da Secretaria do Bem-Estar Social (Sebes), Sandra Scriptore, nega que a prefeitura tenha se comprometido a encaminhar recursos aos desabrigados na praça.
Segundo ela, a posição da prefeitura foi a de orientar os abrigados sobre a existência do albergue noturno, que estaria à disposição das pessoas que não tivessem para onde ir. “O que a prefeitura pode fazer é oferecer esse abrigo no albergue noturno. Não tem outra solução para essas famíliasâ€, explica.
A secretária afirma que uma assistente social compareceu ao local ontem à tarde para explicar a situação aos desabrigados.
Até o começo da noite de ontem, das 13 famílias desabrigadas, apenas uma tinha concordado em ser encaminhada ao albergue. Segundo informações da Sebes, quatro famílias foram para casas de parentes e outras sete permaneciam na praça, com seus móveis e objetos pessoais.
Segundo o chefe de Gabinete, Antônio Sérgio Marsola, a prefeitura não permitirá que os desabrigados fiquem no local. “Se eles tentarem acampar na praça, o nosso jurídico será acionado para adotar providênciasâ€, assegura.
Até o final da noite de ontem, uma viatura da Polícia Militar permanecia no local.