08 de julho de 2026
Turismo

Nos intervalos da folia

Eliane Barbosa com Agência Estado
| Tempo de leitura: 2 min

Rio de Janeiro, Salvador e Recife têm em comum muito mais do que Carnaval. As três capitais oferecem inúmeras opções de passeio para que o turista aproveite bem a viagem.

Suas praias são maravilhosas, a paisagem deslumbrante e o clima propício para quem quer curtir o Carnaval com mar, cerveja gelada e animação.

As belezas do Rio vão muito além das prais da Zona Sul, do Cristo Redentor, Jardim Botânico e Lagoa Rodrigo de Freitas.

Há lugares imperdíveis e pouco visitados como o bucólico bairro de Santa Tereza servido pelo bondinho amarelo, o Rio boêmio que passa pela Praça XV e o Arco do Teles, o Rio da malandragem e o Rio dos poetas.

Portanto não despreze um city tour por seus pontos turísticos tradicionais e desconhecidos, incluindo a parte histórica do Brasil monárquico e republicano.

Os ônibus que circulam por toda a orla têm vários itinerários à escolha do freguês. Se você for através de uma agência de viagens, como a CVC, terá incluído no pacote o city tour. Consulte seu agente.

Igualmente, Salvador reserva pontos fascinantes para o turista. Conhecer o que a Bahia e a baiana têm é fácil. Você pode se deslocar pela cidade toda no “frescão” (ônibus refrigerados) ou recorrer a empresas que oferecem passeios pela cidade e imediações, incluindo até mesmo a Praia do Forte.

Elevador Lacerda, Mercado Municipal, Feira de São José, a Lagoa de Abaeté, e o Farol da Barra fazem parte de qualquer roteiro que é uma festa permanente.

Assim como o Rio, Recife vai muito além da Praia da Boa Viagem. O Recife Antigo está totalmente restaurado contando a história dos colonizadores, da invasão holandesa e da primeira sinagoga da América do Sul.

Atravessar as inúmeras pontes que cortam a Veneza Brasileira, entrar nos antigos casarões dos séculos 17 e 18, conhecer a história pernambucana a partir do Marco Zero junto ao porto, valerá ainda mais a viagem.

O músico Alceu Valença nasceu em Olinda, ainda tem casa lá e resume bem as maravilhas de “Ólinda”: “Se Recife é a Veneza brasileira, Olinda é nossa Montmatre, o bairro boêmio parisiente. Emoldurada por mais de 600 ateliês de artistas plásticos, artesãos, escultores, gravadores, galerias de arte e antiquários, a cidade ferve no fervor do frevo, nas festas populares, nas noites de seresta no centro histórico. E vai à pura ebulição no Carnaval com milhares de foliões se divertindo nos trios elétricos, blocos e maracatus”.

Olinda espalha ladeiras, pátios, mosteiros, largos, sobrados, museus e mercados centenários entre sete colinas, um privilégio que a natureza concedeu apenas a outras três cidades no mundo: Roma, Lisboa e São Francisco.

Fundada por Duarte Coelho, dono da expressão “Oi linda situação para uma vila”, é um museu a céu aberto, pronto para receber visitantes.