“Falta vontade políticaâ€. É o que alegam Estado e município ao imputar um ao outro a responsabilidade pelo transporte escolar dos alunos do Ensino Médio.
De acordo com a secretária municipal da Educação, Isabel Algodoal, se houvesse vontade política do governo do Geraldo Alckmin, o Estado assumiria o transporte dos 74 alunos e mais dos outros poucos que cursam o Ensino Fundamental no período noturno.
“Porém, a Secretaria do Estado da Educação está tentando derrubar a liminar deferida pela Vara da Infância e Juventude. Se transportamos os alunos durante o impasse, eles terão um álibi e se furtarão da responsabilidadeâ€, esclarece.
Segundo ela, a prefeitura transporta 4 mil alunos, sendo que apenas 600 pertencem ao município. Para tanto, despende R$ 180 mil por mês, enquanto o Estado contribui com apenas R$ 110 mil ao ano.
“Por vontade política, o prefeito Nilson Costa banca o transporte. Com relação aos ônibus que transitam com poucos alunos, mesmo que fossem ocupados por estudantes do Ensino Médio, o problema não seria resolvido. Alguns ficariam sem acessoâ€, conclui, informando que pensa em remanejar os veículos e prestar o serviço com van.
O dirigente regional de Ensino, Jair Sanches, ataca justamente neste ponto. “O município não paga por aluno, mas por quilometragem. Eles gastariam os mesmos recursos pelo transporte. É falta de vontade política do prefeito e da secretáriaâ€, garante.
De acordo com ele, a Secretaria Municipal da Educação só está fazendo o transporte de 4 mil alunos, porque não dispõe de escolas em bairros carentes. Apesar das alfinetadas, Sanches ressalta que Estado e município se organizaram em cooperação como prevê a Lei de Diretrizes e Bases e realizam a distribuição de vagas e promovem o período de matrícula em conjunto.
O juiz e o promotor da Vara da Infância e Juventude, Ubirajara Maintinguer e Lucas Pimentel, respectivamente, foram procurados, mas estavam em audiência e não retornaram às ligações.