Lençóis Paulista - Um comerciante proprietário de uma rede de supermercados foi preso em flagrante anteontem sob suspeita de envolvimento com a receptação de uma carga roubada. Ele alega que comprou a mercadoria, no caso 600 caixas de óleo comestível, de uma pessoa desconhecida.
Parte das 600 caixas de óleo foi encontrada em três lojas da rede Coração de Jesus, sendo duas em Lençóis e uma em Macatuba, e parte num sítio de propriedade do comerciante Carlos Giacometti.
A carga de óleo foi roubada no último dia 18, no município de São Manuel, cidade vizinha a Lençóis. Na ocasião, o caminhão transportava 700 caixas de óleo sendo que cada uma delas continha 20 unidades de um litro.
De acordo com o delegado Luiz Cláudio Massa, surgiram denúncias de que parte desse óleo estaria sendo vendida no comércio local. “Investigamos e chegamos a duas lojas aqui em Lençóis e uma em Macatuba. Mas na ocasião não localizados o proprietárioâ€, disse.
As investigações prosseguiram e anteontem os policiais descobriram mais caixas de óleo num sítio próximo a Lençóis, pertencente ao dono das lojas, Carlos Giacometti.
O caseiro da propriedade informou à polícia que o óleo chegou ao sítio num caminhão do próprio comerciante o que não o fez levantar nenhuma suspeita, apesar de ser a primeira vez que mercadorias chegavam lá para ficar guardadas.
O delegado disse que o comerciante, preso logo após, não apresentou a nota fiscal da mercadoria que, segundo ele, foi adquirida no dia 19 último, portanto um dia após o roubo em São Manuel. Por enquanto, segundo o delegado Massa, só há indícios de envolvimento do comerciante com a receptação da mercadoria e não com o roubo propriamente dito.
A receptação de carga roubada é um crime previsto no Código Penal Brasileiro com pena variando de três a oito anos de reclusão. O comerciante de Lençóis, segundo a polícia, foi autuado e encaminhado para a cadeia pública onde aguarda decisão da Justiça.
Nota seria entregue
A mulher do comerciante Carlos Giacometti, Ednéia Giacometti, afirmou ontem à reportagem que o homem que vendeu o óleo para seu estabelecimento ficou de entregar posteriormente a nota fiscal referente à compra do produto, mas até ontem não havia aparecido mais.
Ela afirmou ainda que até pelo fato de estar sem a nota, seu marido optou por deixar parte do produto guardada no sítio. Disse ainda que não tinha certeza se o vendedor era conhecido ou não de seu marido. De acordo com Ednéia, a compra foi feita porque “o preço era bomâ€.
A mulher do comerciante afirmou que tenta, com a assessoria de advogados, tirar Giacometti da cadeia, uma vez que ele não estaria sabendo que o óleo adquirido era produto de crime.