08 de julho de 2026
Articulistas

Evidência dos fatos


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Os indícios eram plenamente evidentes, totalmente perceptíveis. Pareciam inteiramente fadados a chegarem à concretização imediata, pois os entendimentos partidários avançavam ao ponto de acontecerem. Não o fizeram, entretanto, estancando como águas ribeirinhas antes que atingissem a primeira encruzilhada, quando deveriam chegar ao ponto ideal. Mas, finalmente, estão outra vez na iminência de atingir o desejado alvo. Refere-se a uma aliança do Governo com o PMDB, destinada a garantir as reformas constitucionais exigidas pelo País, fundamentalmente nos campos tributários e previdenciários. Tudo voltou a caminhar bem e, agora, já se tem até mesmo prazo definido para a assinatura do acordo - 15 dias, no máximo - porquanto o presidente da República já se abriu, entendendo que o momento que as esferas partidárias atravessam é favorável para que se feche e sele em envelope o importante entendimento. “Estão definidas as condições necessárias para avançar nas negociações com os peemedebistas”, acaba de assegurar o ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu.

A iniciativa do novo presidente da Nação se reveste de bastante oportunidade cívica, face ao amplo contexto de benefícios que ela despeja sobre as exigências sociais e econômicas reinantes no País, as quais só poderão ser atendidas mediante consciencioso apoio de um Congresso voltado para eles, na totalidade de seus membros, trabalhando sob as imposições partidárias, tendo-se em vista que todas as falanges têm interesses a defender. Daí, não poderem se isolar os peemedebistas bem intencionados, tendo todos eles de aceitar o convite de Lula e formar entre os que tenham coragem cívica para colaborar, com desprendimento e boa vontade, para a solução dos principais problemas nacionais, como os que recaem - repetimos - sobre os tributos e a previdência social, reconhecimento tão pobres de cominações inteligentes e legais. Prova da boa vontade peemedebista está dando, em cima da hora, o senador Renan Calheiros, afirmando: “Deixamos claro que se for o caso de ir para base não basta participar, pois nós queremos ajudar na formulação das políticas. O PMDB tem um programa”. Estão certos os líderes. É a nossa opinião. (O autor, N. Serra, é o jornalista responsável do JC e delegado regional da Associação Paulista de Imprensa e da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado)