08 de julho de 2026
Polícia

Emblema da PM é usado indevidamente na cidade

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 2 min

As logomarcas da Polícia Militar (PM), do Corpo de Bombeiros e da Secretaria da Juventude de Esportes e Lazer do governo do Estado de São Paulo estão sendo usadas indevidamente por um suposto estelionatário. Ele estaria se valendo delas para solicitar a colaboração em dinheiro de empresários para a realização de uma prova de pedestre, prevista para o dia 16.

O caso está sendo investigado pelo 3º Distrito Policial (DP), onde um boletim de ocorrência foi registrado pela própria PM na semana passada. De acordo com o oficial de Relações Públicas da corporação, tenente Daniel Correia de Godoy, trata-se da primeira que vez que um caso dessa natureza acontece em Bauru.

“Pelo menos que eu me recorde, não houve outro. Mas estamos investigando ocorrência semelhante em Lençóis Paulista, por onde o organizador do mesmo evento pode ter passado”, explica.

Godoy ainda informa que soube do uso indevido do emblema depois que um empresário e parceiro da PM desconfiou de um homem que, através de ofício, solicitou R$ 100,00 para promover a prova de pedestre do governo do Estado “Dr. Geraldo Alckmin”. O documento apresentado era timbrado e trazia as marcas.

“Como também desconhecíamos o evento, passamos a investigar e, pelas características, chegamos a Wilianery Aparecido André Cruz. Com ele encontramos um ofício solicitando policiamento para a prova, mas ele foi evasivo. Registramos a ocorrência no dia 17”, conta.

Apuração

Simultaneamente à investigação da Polícia Civil, o Corpo de Bombeiros também iniciou a apuração do caso, conforme informa o comandante do 12º Grupamento de Bombeiros, major Dilson Pedro Saltoratto.

A iniciativa foi tomada quando chegou em suas mãos um documento com o emblema pedindo a participação, como apoio, do Corpo de Bombeiros no evento. “Como o uso não foi autorizado, encaminhamos o material ao gabinete ao comando do Estado para apuração”, esclarece.

Já a Secretaria da Juventude Esportes e Lazer deve levar o caso ao departamento jurídico. Até ontem, ela desconhecia tanto a prova, quanto a circulação do documento que traz a logomarca da secretaria.

Segundo o assessor do coordenador de Esportes e Lazer da secretaria, José Maffei, providências serão tomadas, pois o caso pode provocar conseqüências graves.

Mesmo assim, de acordo com o delegado do 3º DP, Marcelo Haddad, nenhuma empresa alegou prejuízo. “O homem foi identificado e informou que tentava promover a festa. Como não apareceram vítimas, por enquanto trata-se apenas de uma averiguação de estelionato. Se alguém foi lesado, deve nos procurar”, recomenda.

Haddad ressalta que se houve má-fé, o suspeito deve responder por crime de estelionato, mas não arriscou a estimar a pena se o delito for confirmado. Cruz foi procurado pelo JC, mas não retornou à ligação.