08 de julho de 2026
Geral

Bauruense faz Carnaval particular

Luly Zonta
| Tempo de leitura: 3 min

Confinados quatro, cinco dias, ou indo e vindo todas as noites, o bauruense encontrou nas chácaras e casas espaçosas o lugar ideal para a folia entre amigos e familiares. A cada ano que passa, o Carnaval alternativo e privativo ganha novos adeptos pelas redondezas.

Pelo terceiro ano consecutivo, a comerciante Carla Meschini e o noivo Marcos Shayeb são os anfitriões de uma festa que começa no sábado e termina na madrugada de quarta-feira. Ninguém dorme na chácara, mas a cada dia há uma programação diferente.

“O domingo é o Dia da Família, aberto aos tios e parentes, na segunda ou na terça, faremos o concurso de fantasias. Tem a tarde do pôquer, a noite do karaokê, dos desfiles na TV”, define Carla. “A idéia é reunir as pessoas que gostam e as que não gostam de Carnaval também.”

Ela conta que a cada dia um grupo de pouco mais de 20 pessoas de diferentes idades, se reúne no local que oferece rede para quem quer descansar e assistir um filme ou desfile de escola de samba, espaço para pular e tranqüilidade para quem quer beber e conversar.

“Nosso grupo já fica esperando o Carnaval chegar”, comenta a anfitriã, que diz que os bailes de salão ficaram para os mais jovens. Ela revela que a própria organização é uma festa. Cada um escolhe um cardápio e se dispõe a fazê-lo, fazem compras juntos, discutem atividades e caem na folia.

Com direito a muito confete, serpentina e buzinas ensurdecedoras, pela segunda vez mais de 50 amigos e familiares de Sílvia Carrijo, cujo pai Guilberto Carrijo dá nome ao Sambódromo, irão ficar até quarta-feira de Cinzas em um rancho na região de Bauru. Eles fizeram um rateio das despesas e vão dividir alegria longe de clubes e avenidas.

“Eu já fui muito carnavalesca. O Sambódromo tem o nome do meu pai. Mas agora estamos sem opção”, lamenta, lembrando-se que em outros carnavais era preciso comprar mesa no Bauru Tênis Clube com um ano de antecedência.

A foliã Vânia Rodrigues de Souza também segue o exemplo de Sílvia, reuniu 40 pessoas e irá passar entre amigos e parentes todos os dias de Carnaval em um rancho próximo a Arealva. Além de baile todas as noites, a folia contará com uma festa de aniversário para seu filho.

â€œÉ meu primeiro Carnaval dessa maneira, mas se tudo der certo, a gente já repete o ano que vem.”

Em casa

Para manter a alegria do Carnaval entre seus amigos, a comerciante Vera Lúcia Kirchner Juliano recebeu ontem à noite em sua casa 30 pessoas que aceitaram o seu convite para um concurso do brega.

“No começo eles ficaram meio assustados, mas acabaram assimilando a idéia”, diverte-se.

Para a festa que não teria premiação, mas prometia muita animação, Vera solicitou dos amigos que levassem bebidas e artigos carnavalescos.

No início da tarde de ontem, ela não sabia qual seria a sua composição, mas já imaginava o marido fazendo um estilo bicheiro com camisa de seda de bolinhas e bermuda.

Para os demais dias de folia, Vera ainda não tinha programado nada, mas aguardava que um dos amigos tivesse uma boa idéia.