08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Críticas ao "Fome Zero"


| Tempo de leitura: 2 min

O socialista Lula ulula o programa “Fome Zero” como o porto da salvação do brasileiro faminto. Mas, em que pesem os argumentos risíveis, não é esse o problema do Nordeste. A verdade é que nunca faltou dinheiro para o povo nordestino, pois todas as verbas dos programas para erradicar o tudo-que-falta-ao-nordestino foram liberadas. O problema é, estranhamente: o “combate” à corrupção não figurou num dos 10 itens do “fome zero”.

Por qual razão, agora, o socialista cede cargos e privilégios às bancadas nordestinas ou oposicionistas, quando nelas constam nomes conhecidos, há anos, nos envolvimentos da corrupção, inclusive ministros seus? Recentemente, o TCU detectou que o Ceará, Maranhão, Sergipe e Bahia (todos nordestinos) foram “campeões nacionais” em desvios das verbas da merenda escolar. Assim, quando a TV mostra o barrigudinho nordestino, não mostra a razão real desse mal. Pedem apenas mais dinheiro. Pinheiro Landin, Collor, os Sarney, os Magalhães, os Barbalho, os anões do orçamento, a SUDAN, SUDENE, o BNDS, o Banco Nacional, a Lavanderia Nordeste (“ISTO É” 1727) e outros incontáveis escândalos, todos são obras de lavagem e remessa de dinheiro público para o Exterior, e o governo sabe disso. Recentemente, após anos de hibernação, chegou ao conhecimento da mídia um relatório conjunto do FBI/PF com a movimentação de 153 contas no Exterior, de políticos e narcotraficantes, que movimentou a inimaginável cifra de US$ 30 bilhões nos anos de 96/99. Isso são R$ 110 bilhões em moeda nacional. E o que é pior: esse relatório foi de conhecimento da equipe de FHC (aquele que subornou parlamentares para evitar a CPI da corrupção) e, doravante, de Lula, mas qual o resultado prático? Resposta: nenhum. Mexer com isso seria mexer com interesses no Congresso.

Em contrapartida, para esse programa paliativo, “procuram” por R$ 430 milhões, mas, se uma infinitesimal parte do dinheiro público desviado pelos políticos retornasse, não haveria fome, falta de moradia, falta de estradas, saneamento, etc. E, ao invés de correr atrás desse dinheiro, ao invés de envidar todos os esforços para reaver o dinheiro público das mãos dos bandidos engravatados, lá vai o Lula subtrair recursos públicos, novamente, para alimentar um povo ignorante que mantém os políticos mais corruptos do planeta no constantemente no governo.

Prefiro a máxima popular “Deus dá a cada um o que merece”. Longe de querer intriga com nordestinos (mas longe de curvar-me a outros argumentos), sinto-me revoltado com os recursos que são extraviados das regiões sul/sudeste (80% do PIB) e revertidos para o Norte/Nordeste para alimentar a fome de corrupção daqueles governantes locais. Enquanto não se fizer o próprio nordestino (aquele que vende o voto pela lata d’água) descobrir que ele é a causa de sua miséria, enquanto se continuar alimentando sua ignorância, viveremos nesse Brasil do descaso social. Quer se acabar com a fome? Combatam a corrupção antes!!! (Ivan Garcia Goffi - OAB/SP 165.173)