• Crédito
Uma avaliação feita recentemente por um professor da FEA - USP, Roy Martelanc, define exatamente a situação de micro e pequenas empresas que tentem salvar-se da quebra buscando crédito junto a instituições financeiras. Quem deveria facilitar as coisas para ajudar esses empresários num momento difícil mas que pode ser passageiro, é justamente quem mais dificulta o acordo. Na maioria das vezes, isso acaba resultando na morte de milhares de empresas de pequeno porte.
• Exigências
Disse o professor que, o que de fato amplia o acesso ao crédito é a redução das exigências dos bancos ao empreendedor. Pensamento perfeito, porém, sem nenhuma novidade, infelizmente. Digo infelizmente porque se essa “máxima†fosse levada mais a sério, muitos empregos poderiam estar sendo gerados através de micro e pequenas empresas, que comprovadamente são as que mais empregam no Brasil.
• Carteira
Os candidatos a um empréstimo se queixam das garantias exigidas pelo banco, mas em geral, é pelo nível de endividamento que eles são barrados. Para ampliar o acesso ao crédito é preciso estabelecer maior tolerância com quem já tem compromissos, segundo observou Martelanc. Mas o mercado sabe disso. Ocorre que a análise da qualidade da carteira de crédito não favorece a situação de empresas que estão em dificuldades e até acelera a morte delas.
• Ampliação
A adequação do atendimento se confirma em instituições não-oficiais, como o BankBoston. Em 2002, o banco abriu dez pontos-de-venda para micro e pequenas empresas. Mesmo assim, não alcançou as metas traçadas para o ano passado. A carteira de crédito para micro e pequenas cresceu para R$ 700 milhões, 25% mais do que em 2001, mas 35% menos que o projetado pelo banco. A justificativa foi a volatilidade do mercado. Para este ano a meta é crescer 30% por meio de mudanças no atendimento a partir de julho.
• Recursos
Por outro lado, uma série de novidades agendadas para os próximos dias deve trazer boas notícias a empreendedores em busca de capital para abrir ou ampliar um negócio. Entre elas, os destaques são o aumento dos recursos a micro e pequenas empresas e a aproximação de bancos com o segmento. Juntos, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal oferecerão R$ 11,5 bilhões para MPEs (micro e pequenas empresas) ao longo de 2003.
• Bilhões
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que no ano passado liberou R$ 8,3 bilhões para o setor, elevará o montante para R$ 34 bilhões, a serem operados por bancos de varejo. A perspectiva da CEF é expandir a base de empresas clientes das atuais 630 mil para 1 milhão. Além disso, a instituição garantirá maior autonomia às agências na decisão sobre os empréstimos.
• Proximidade
O Banco do Brasil também busca aproximação com o cliente. Acaba de criar uma gerência executiva de micro e pequenas empresas vinculada à vice-presidência de varejo. Na CEF, que tem R$ 7 bilhões para investir nesse setor, o ajuste na política de crédito também passa pela ampliação de foco em pólos produtivos. Neste ano, o programa será estendido aos setores de couro e calçado, moveleiro e de construção civil.
• Malha fina
Para não deixar escapar da malha fina aqueles que sonegam imposto, a Receita Federal está sempre aperfeiçoando seu sistema de análise de dados. Por isso, ao fazer a declaração de Imposto de Renda o contribuinte precisa tomar muito cuidado, principalmente com relação a valores e números de CPF (cadastro de pessoas físicas) e de CNPJ (cadastro de empresas). Um simples erro pode deixar a declaração retida na malha fina.
• Atenção
Mas é na declaração de bens que a atenção deve ser redobrada. Afinal, ela mostra ao fisco se o patrimônio que o contribuinte vem formando ao longo dos anos está de acordo com a renda declarada. Os contribuintes que apresentam grandes novidades na declaração de bens devem tomar cuidado, pois a Receita dá atenção especial na análise da origem do acréscimo patrimonial, como por exemplo, o aumento no valor total dos bens de um ano para outro.