11 de julho de 2026
Política

Parreira pede retorno das atividades da marcenaria

Gilmar Dias
| Tempo de leitura: 2 min

O vereador João Parreira (PSDB) encaminhou requerimento ao prefeito Nilson Costa (PPS) solicitando o retorno do funcionamento da marcenaria municipal, desativada temporariamente em dezembro passado para reforma do prédio.

O parlamentar lembra que a portaria assinada por Nilson estabelece que a medida é temporária. “Porém, as providências que estão sendo tomadas demonstram o desinteresse da administração em reativar a marcenaria, o que é incompreensível”, diz.

Em contato com servidores que prestam serviço no setor, Parreira foi informado de que a marcenaria tem bons equipamentos e possui condições técnicas para continuar a atender as necessidades da administração, principalmente das Secretarias Municipais de Educação e da Saúde.

“Em contato com a Secretaria de Obras, fomos informados de que o prédio no qual funcionava a marcenaria, com pequena reforma, estaria em condições de abrigá-la novamente. Desta forma, pergunta-se por que então os funcionários da marcenaria estão sendo transferidos para outros setores da administração municipal?”, questiona.

Recentemente, a direção do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sinserm) pediu a intermediação da Câmara Municipal para exigir que a administração providencie a reforma na marcenaria.

Segundo a dirigente sindical Sônia Carvalho, a Secretaria Municipal de Obras se comprometeu a reformar o local. A obrigação consta no termo de audiência lavrado pelo Ministério Público do Trabalho no dia 10 de dezembro do ano passado.

“Mas até agora não há qualquer movimentação de obras no local”, reclama. A sindicalista diz que já tentou, por várias vezes, se reunir com representantes da Secretaria de Obras.

“Mas a informação é de que o secretário está viajando, ou em reunião e que não pode atender”, critica. Sônia explica que os cerca de 30 servidores que exerciam funções na marcenaria foram “esparramados” em outros setores da administração. “A maioria deles está desviado de função”, denuncia.

A sindicalista conta que os profissionais que trabalhavam no local estão preocupados porque surgiram boatos de que a prefeitura estaria preparando a terceirização do setor. “Há comentários de que marceneiro é um profissional obsoleto e que as máquinas são muito antigas.”

O documento protocolado na Câmara já lido em sessão legislativa. Uma comissão de vereadores vai avaliar o caso para cobrar providências da administração municipal.