08 de julho de 2026
Bairros

Sear coloca caco de telha em buracos

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 3 min

A utilização de material de entulho, sobretudo caco de telha, como improviso para tapar buracos na cidade está gerando protestos dos moradores. Nos últimos dias, ruas centrais da cidade receberam o material, como a esquina da rua Machado de Assis com a Antônio Alves. O secretário das Administrações Regionais (Sear), Arlindo Figueiredo, informa que a medida é de emergência e temporária.

Os moradores reclamam que em pouco tempo o caco de telha é destruído e se espalha, gerando muita sujeira. A medida paliativa não tem surtido efeito. Ao contrário, os moradores protestam contra a improvisação e a falta de ação para resolver o problema.

Segundo Arlindo Figueiredo, a ação colabora para minimizar a situação enquanto a Prefeitura Municipal de Bauru aguarda o recebimento de massa asfáltica. “A usina de asfalto está sendo reformada. E não há asfalto enquanto a reforma ocorre. Enquanto isso, nós estamos colocando caco de telha e outros materiais nos buracos mais para o primeiro socorro”, comenta.

Figueiredo fala que a opção é de urgência. “Não é definitivo, é de urgência. Com as obras na usina de asfalto, nós estamos colocando o material nos buracos para evitar que vire lama. Isso ajuda em alguns pontos”, conta.

Para os comerciantes que possuem propriedades na região central da cidade, a opção não foi acertada. Eles questionam a operação. Um dos moradores a reclamar foi Júnior Leoni. Ele critica o uso de caco de telha e de demais materiais obtidos de entulho. “Esse entulho não resolve nada e em pouco tempo os buracos já estão destampados e a rua toda fica suja”, aponta.

Segundo a Sear, os locais que esperam intervenção dependem de outros materiais. “Nós estamos com falta de massa asfáltica. A medida é provisória, para amenizar o problema. Esses locais precisam de canaletas e recapeamento”, acrescenta. Mas para os comerciantes, os cacos de telha trouxeram uma dificuldade adicional. Além dos buracos, os moradores estão tendo trabalho para limpar a sujeira produzida pelo material.

Usina de asfalto

Moradores também protestam que falta planejamento administrativo. A reforma da usina de asfalto vem sendo comentada há mais de três anos. Segundo Figueiredo, a Secretaria Municipal de Obras está providenciando os reparos neste mês.

A informação é que a reforma na usina está sendo efetuada também durante o feriado. “A idéia foi aproveitar os dias do feriado para trabalhar na reforma da usina, para acelerar a recuperação, e é o que nós esperamos. A obra foi licitada e o pessoal está trabalhando”, menciona.

A recuperação da usina de asfalto estaria custando cerca de R$ 130 mil à prefeitura. O local é o único disponível para o fornecimento de massa asfáltica e as condições precárias das instalações sempre impediram que a usina operasse todos os dias. A situação se repete há anos.

Outra crítica é para a falta de material para recuperação dos buracos. Em plena temporada de chuvas (que se iniciou em meados de dezembro passado), a prefeitura não conta com a usina funcionando e não dispõe de massa asfáltica. Ou seja, a demora no início da reforma da usina deveria despertar, antecipadamente, a necessidade de compra de massa asfáltica para suprir a demanda no período mais crítico do ano.

No ano passado, quando o caso se repetiu, a administração anunciou a compra de material chamado piçarra para combater alguns tipos de buracos. A piçarra é considerada mais adequada para se evitar o surgimento dos buracos.