Hotéis “all-inclusive†(tudo incluído na diária), “duty-free†(compras sem a cobrança de impostos), cassinos com roleta, dados, baccarat e caça-níqueis, culinária internacional e show folclóricos ao ritmo caribenho. Apenas uma amostra do que o turista tem à sua disposição em St. Marteen/ St. Martin, a menor ilha do Caribe, colonizada e compartilhada por dois países: França e Holanda.
Essa “descendência†difere a ilha de menos de 60 quilômetros quadrados de suas vizinhas: mistura um pouco da Europa com o Caribe, inclusive na culinária ali praticada, um misto de cozinha da ilha, continental, creola, francesa, holandesa e italiana. Ou seja ali se come do caviar Beluga à musse de zucchini.
Em meio aos melhores pratos e a diversões variadas, St. Marteen/St. Martin concentra 37 praias com areias brancas, lugares fabulosos para mergulho, cavernas milenares e a tranqüilas lagoas.
Em toda extensão os mais variados esportes podem ser praticados, como mergulho de superfície com snorkel ou de profundidade com scuba, windsurf, esqui aquático, parasail e vela.
Nas águas transparentes e turquesas do mar do Caribe, mergulhadores e fotógrafos interessados em avistar rochedos submarinos e navios naufragados contam com visibilidade de até 60 metros.
Já para quem prefere a terra firme, além das atrações citadas, muitos hotéis possuem quadras de tênis, e em Mullet Bay, há um campo de golfe próprio para campeonato, com 18 buracos.
Sem fronteiras
Por ter sido partilhada por duas nações, há o lado St. Marteen e o lado St. Martin. O primeiro pertence à Holanda (pronuncia-se “San Martéinâ€) e o segundo, (o “San Martãâ€) à França. Ganhou as denominações por ter sido descoberta por Cristóvão Colombo, em 1493, justamente no dia de São Martin de Tours.
Durante mais de 100 anos, após Colombo ter cravado sua bandeira na ilha, espanhóis, franceses, holandeses e ingleses reivindicaram sua posse. Essa acabou mesmo nas mãos de holandeses e franceses através de tratado assinado em 1648, que dividiu sua área: 26 quilômetros quadrados ficaram com os holandeses e os 34 quilômetros restantes com os franceses. A lambuja deu-se à superioridade naval dos últimos.
Como a possessão entre franceses e holandeses nunca causou problemas, a ilha não possui uma fronteira dividindo os limites de cada país. Lucram os turistas que vão de um lado a outro com total liberdade para desvendar todas as belezas do lugar.
E elas são muitas, incluindo lugares históricos que conservam vestígios da presença de índios, piratas, contrabandistas, escravos, soldados, mercadores e marujos. Os fortes e prédios históricos estão ali para serem desvendados, assim como antigas lendas que falam de tesouros enterrados em vários pontos da ilha. Verdade ou mentira, nada custa vasculhar.
Beleza e miscigenação
Antes de Cristóvão Colombo a descobrir, a ilha já tinha vários habitantes: os índios Arawak e os índios do Caribe. Rebeldes, resistiram ao trabalho comandado pelos espanhóis e depois pelos holandeses e franceses, forçando a importação de escravos africanos e depois de chineses.
Apesar da escravidão ter sido abolida na primeira metade do século XIX, muitos africanos e asiáticos acabaram ficando por lá. Com isso, houve uma miscigenação de sua população que mistura índios americanos, africanos, asiáticos e europeus. Um povo bonito, sorridente e disposto a atender os turistas.