10 de julho de 2026
Turismo

Descontração holandesa & charme francês

Eliane Barbosa
| Tempo de leitura: 5 min

Coube à Holanda desenvolver o sul da ilha, que a partir da década de 60, passou também a receber investidores norte-americanos. Chegavam atraídos pelo governo receptivo e a isenção de impostos.

Licenças foram concedidas para a instalação de cassinos anexos aos hotéis, resorts e boutiques de luxo e mercadorias de todas as partes do mundo, incluindo artigos de luxo e veículos importados, chegaram à ilha. Surgiram caros e requintados restaurantes e a indústria turística prosperou.

Duas décadas depois, nos anos 80, o lado francês fez sua parte graças às facilidades tributárias concedidas pela França em suas terras além mar, tornando-se charmoso, limpo e muito organizado.

Atualmente ambos os lados são desenvolvidos. Não há grandes diferenças, a não ser da língua mais falada nos resorts e arquitetura predominante.

Falando em idioma, como a ilha virou um paraíso dos norte-americanos que a procuram nas férias para fugir dos rigores do inverno, o inglês é língua corrente em todos os pontos e o dólar moeda bem usada. Todas as redes de lanchonetes espalhadas pelo mundo se fazem presentes na faixa holandesa e há inúmeras lojas que vendem mais barato do que o lado francês.

Os turistas endinheirados esbaldam-se em compras, já que os preços livres de impostos tornam os produtos bem mais acessíveis do que nos Estados Unidos e Europa.

Praias, passeios e esportes

As praias da ilha são belíssimas, emolduradas pelo mar turquesa do Caribe. Têm areia branca e bem fina que não queima os pés, motivo para serem desfrutadas horas a fio.

No lado holandês, a praia Cupeboy é considerada um cartão postal. Mas Mullet Bay e Mahoa Bay, também são belas, contando com instalações apropriadas à toda família.

Por sua vez, Simpson Bay e Great Bay são próprias para quem quer se bronzear e praticar esportes aquáticos. Resumindo: para qualquer ponto da ilha que o turista for, haverá sempre uma praia nas proximidades.

Excelentes locais para mergulho normal ou snorkel também estão por toda a parte. Com a certeza da visualização de uma imensidade de peixinhos coloridos. A visibilidade da água vai de 20 a 65 metros de profundidade, dependendo das condições do tempo.

Esportes como surfing, vela e o esqui estão se tornando populares nas últimas temporadas. E a ilha conta ainda com vários estábulos onde pode-se alugar cavalos. Excursões com guias percorrem as colinas e as praias e podem ser contratadas.

Há por fim a possibilidade do turista aproveitar a estada na ilha para percorrer suas vizinhas das Antilhas e do Mar caribenho, todas muito próximas que podem ser visitadas em um único dia.

Ondas do mar

Embora todas as ilhas do Caribe sejam rodeadas pelo mar, Saint Marteen é uma das poucas com várias ilhas por perto, alcançadas facilmente por quem quer passar o dia e retornar ao hotel.

No cais ou através dos hotéis pode-se alugar todo tipo de embarcação - desde elegantes iates - até lanchas e barcos confortáveis de pesca.

Há ainda viagens de um dia em barcos a vela ou a motor que rodeiam a ilha, ancorando para nadar e almoçar numa das várias enseadas da costa.

Além das embarcações, vôos charter levam os turistas às ilhas da região. Caso de Anguilla, atingida em apenas sete mninutos de võo, Sint Eustatius ou Statia (vôo de 20 minutos) e St. Barthelemy (15 minutos de vôo), conhecida como St. Barths.

Serviço

• Brasileiros não precisam de visto para St. Marteen, bastando apenas um passaporte válido e o bilhete da viagem de retorno e fundos suficientes para se manter durante a permanência.

• A ilha é servida por várias empresas aéreas regulares e por vôos fretados.

• Uma das melhores e mais convenientes formas de conhecer a ilha é alugando-se um carro. Mas há também serviço regular de ônibus servindo as duas capitais da ilha com tarifa moderada.

• As regiões de Mullet Bay, Simpson Bay, Cole Bay e Grand Case são servidas por ônibus que circula de hora em hora.

• O Escritório de Turismo de St. Marteen no Brasil está localizado na avenida Ipiranga 318, bloco A, 5º andar, telefone (11) 214-5588.

Bistrôs ou cassinos

Embora seja pequena em extensão, a ilha abriga dois países com peculiaridades próprias, incluindo diferenças de usos e costumes.

Liberal, o lado holandês é mais descontraído. Nele, os cassinos funcionam sem problemas e as casas noturnas noite a dentro. Como a oferta é maior, os preços acompanham.

Por isso muitos turistas fazem suas compras em St. Marteen, despachando-as até mesmo por navio, dada a quantidade.

Já no lado francês, Saint Martin, os bistrôs chiquérrimos e a arquitetura creoula dão o tom. Como basta atravessar uma rua para estar no país do lado, a dica é curtir os dois, sem necessidade de visto, alfândega e taxas aeroportuárias.

A Capital de St. Marteen é Phipsburg, onde pousam os aviões geralmente vindos de Miami. Os aviões passam tão próximos da praia que chegam a assustar os veranistas.

Existe até mesmo uma página na Internet para quem quer se surpreender com o tamanho dos jatos. Mais ou menos como acontece no aeroporto Santos Dumnont, no Rio de Janeiro, com o avião sobrevoando o mar e em segundos pousando.

St. Marteen, assim como ocorre com as cidades da Flórida, possui um centrinho formado por duas ruas principais: Front Street e Back Street e um comércio agitado liderado por várias descendências que passaram e que acabaram se fixando no lugar, incluindo agora uma legião de haitianos e dominicanos.

A Capital de Saint Martin é Marigot, que fica entre o Mar das Antilhas e uma das extremidades da Laguna de Simpson. Concentra simpáticas casas de arquitetura crioula, bares e uma série de restaurantes em sua ampla marina.

O casario que lembra New Orleans, nos Estados Unidos, está sendo restaurado, preservando assim um patrimônio da época da escravatura, no século passado. O prédio onde funciona o Restaurante Le Créole, é um dos exemplos.