09 de julho de 2026
Bairros

Bauru tem quase 700 crianças fora das creches

Da Redação
| Tempo de leitura: 2 min

A falta de vagas deixou 675 crianças fora das creches de Bauru em 2003. Os números são da Secretaria do Bem-Estar Social (Sebes), que oferece 955 vagas nas nove unidades que administra.

A diretora da Divisão de Creches da Sebes, Fátima Cristina de Oliveira, diz que uma lista de espera foi elaborada e que as crianças serão chamadas quando surgirem novas vagas.

A situação preocupa o promotor da Infância e da Juventude de Bauru, Lucas Pimentel de Oliveira. “Eu já solicitei à Prefeitura um levantamento do número de crianças que não puderam ser atendidas”, afirma.

Segundo o promotor, cerca de 40 pais o procuraram para reclamar sobre a falta de vagas. “Muita gente acaba se conformando e desiste de tentar uma solução. Do contrário, esse número seria bem maior”, diz Oliveira.

O promotor recebeu no ano passado um balanço parcial sobre o número de crianças que ficaram fora das creches. Segundo este balanço, 329 deixaram de ser atendidas.

Oliveira lembra ainda que os pais que se sentirem prejudicados podem procurar a Promotoria da Infância e da Juventude do Fórum de Bauru, na rua Afonso Pena, 5-40.

Mudança de direção

Desde 2001, a administração das creches está passando da Sebes para a Secretaria da Educação. Cinco unidades já estão sob a nova direção e a previsão é de que a mudança seja completada em 2007.

A secretária da Educação, Isabel Campoy Bono Algodoal, diz que todas as crianças que procuraram as creches foram matriculadas. “As que não conseguiram vaga nas creches foram encaminhadas para as Escolas Municipais de Educação Infantil”, afirma.

As cinco creches administradas pela Secretaria da Educação, nos bairros Parque Real, Vânia Maria, Vista Alegre, Pousada da Esperança e Bauru 22, oferecem cerca de 550 vagas. Uma nova unidade, no Parque Santa Edwirges, está em construção.

Creches fechadas

A falta de vagas não é a única preocupação do vereador João Parreira (PSDB). Ele encaminhou um requerimento ao prefeito Nilson Costa (PPS) reclamando do horário de funcionamento das creches. Ele defende que elas permaneçam abertas em julho, dezembro e janeiro.

“As creches não podem acompanhar o calendário escolar”, defende o vereador, que chegou a propor que todas as creches municipais voltem a ser vinculadas a Sebes.

A secretária da Educação não concorda. “O vereador disse que essa mudança é uma jogada orçamentária do prefeito para deixar a educação de lado e apoiar a área social, mas isso não é verdade”.

A diretora da divisão de creches da Sebes diz que em janeiro os funcionários pararam apenas durante 15 dias. “Além disso, orientamos as mães para que elas programem suas atividades de acordo com o funcionamento das creches, tirando férias nesse período, por exemplo”.