08 de julho de 2026
Geral

Em 7 dias, Rodrigues Alves é liberada e de novo interditada

Gabriel Garcia
| Tempo de leitura: 2 min

Uma semana após ser liberado, o trecho da avenida Rodrigues Alves sentido bairro-centro, na altura do Horto Florestal, voltou a ser interditado pela prefeitura. Um provável motivo foi a chuva - de intensidade moderada - que caiu na noite da última sexta-feira.

De acordo com o coordenador da Defesa Civil de Bauru, Álvaro de Brito, o asfalto da avenida começou a ceder novamente ao redor de uma grande erosão, comprometendo até mesmo o trabalho que a Secretaria de Obras vinha fazendo no local.

Além de placas indicando o desvio em direção à avenida Hélio Police, toda a erosão no asfalto estava rodeada por faixas de isolamento. Nada que impedisse, contudo, o trânsito de carros “furando” o desvio e de crianças com bicicleta à beira do enorme buraco.

No dia 17 de fevereiro, este mesmo trecho da avenida havia sido interditado após uma forte chuva, que carregou parte da terra sob o asfalto. Há uma semana, apenas meia pista havia sido liberada. Apesar da lentidão do tráfego nos horários de pico, principalmente de ônibus e caminhões, o motorista não precisava mais fazer o contorno pela avenida Cruzeiro do Sul.

Segundo Brito, ainda não há previsão de quando a Secretaria de Obras poderá liberar a pista. “Aí vai bastante tempo. É um processo lento e arriscado. Se o tempo ajudar, acho que a situação pode estar melhor em dez dias”, afirma.

Para o coordenador da Defesa Civil, quando terminar a época de chuvas - final de março - a administração municipal deveria pensar seriamente em realizar uma obra definitiva de melhoria no local. Até agora, as medidas para contenção das erosões seriam apenas paliativas. “Mais cedo ou mais tarde, vai ter que fazer um trabalho definitivo na Rodrigues Alves”, diz Brito.

Além do transtorno para trabalhadores e motoristas que precisam atravessar aquele trecho da avenida, a população, de certo modo “isolada”, está sob risco em caso de emergência. “Em qualquer ocorrência mais grave, que precise dos bombeiros, por exemplo, o tempo-resposta da viatura será maior”, aponta o coordenador da Defesa Civil.