O símbolo comercial da Páscoa está mais caro neste ano. Os ovos de chocolate que serão colocados à venda nos supermercados da cidade até o final desta semana estarão com preços cerca de 25% mais altos que no ano passado. A informação é de empresas do setor, que já fizeram suas encomendas para a Páscoa 2003.
Mas apesar dos preços mais altos, as redes de varejo estão com expectativas de superar as vendas em relação ao mesmo período de 2002. De duas empresas supermercadistas que informaram suas previsões, uma delas espera comercializar cerca de 10% a mais e, a outra, até 30%.
Uma pesquisa feita pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras) constatou que o fato de a Páscoa ser comemorada “mais tarde†neste ano, praticamente no final de abril (dia 20), está colaborando para o otimismo do setor.
Isso porque será num período marcado por temperaturas mais amenas e também por estar mais distante da época de volta às aulas, quando boa parte do orçamento dos pais destina-se à aquisição de materiais escolares. Segundo a Abras, as grandes redes varejistas já aumentaram, na média, em até 15% o volume de compras de ovos junto aos fabricantes.
“Em função das altas de preços, neste ano as indústrias estão fabricando cerca de 10% menos ovos de chocolate. Mas nós estamos otimistas em relação às vendas e encomendamos um volume 10% maior que o de 2002. Acredito que vamos vender tudoâ€, diz Paulo Sanches, gerente de compras de uma rede de supermercados de Bauru.
Custos altos
De acordo com ele, a Páscoa está ficando muito cara. “Na verdade, o chocolate não é caro. O que encarece o custo é todo o sistema de distribuição que precisa ser montado, as embalagens e as matérias-primas utilizadas nelas. A embalagem representa 60% do custo total de um ovo de Páscoa, e o papel subiu muito no último anoâ€, observa.
Sanches diz que até a próxima sexta-feira as três lojas da rede já estarão com todos os ovos de chocolate expostos para venda. As estruturas que receberão os produtos, chamadas de “parreirasâ€, já estão montadas.
De acordo com Sanches, todos os tipos de ovos das principais marcas de chocolate, como Nestlé, Lacta e Garoto - que juntas detém cerca de 80% do mercado -, serão comercializados pela empresa.
Em outra rede supermercadista da cidade - que administra seis lojas espalhadas em vários bairros -, a assessoria de imprensa informa que as expectativas são de vender cerca de 30% a mais ovos de Páscoa na comparação com 2002.
A rede colocará à venda até o final desta semana toda linha de ovos de chocolate das marcas mais famosas e tradicionais do mercado, uma linha artesanal - que inclui produtos vindos da Amazônia - e ovos de marcas importadas.
Segundo a assessoria, neste ano será vendido com exclusividade nas lojas da rede ovo Sonho de Valsa - o mais vendido no ano passado - de 400g (gramas) com uma embalagem especial para presente, que inclui uma caixa cestavada em metal.
Além disso, também estarão disponíveis ovos de Páscoa de marca própria nas opções crocante, chocolate ao leite e chocolate branco de 40g, 80g e 200g, e um bolo de Páscoa. Os produtos da linha própria custarão cerca de 30% menos que os das marcas líderes de mercado.