08 de julho de 2026
Polícia

Bauru terá unidade semi-aberta

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 2 min

A instalação em Bauru de uma unidade de internação semi-aberta aos menores infratores da Fundação para o Bem-Estar do Menor (Febem) foi confirmada pelo presidente da entidade, Paulo Sérgio de Oliveira e Costa. Ontem, ele recebeu numa audiência em São Paulo o deputado estadual Pedro Tobias (PSDB) e os vereadores João Parreira (PSDB) e Faria Neto (PDT).

Durante o encontro, Oliveira e Costa encaminhou aos membros do Legislativo local, que integram a Comissão de Direitos Humanos da Câmara, um documento contendo as exigências técnicas para a locação da casa onde o regime será implementado.

Embora não exista prazo, a iniciativa agradou os políticos de Bauru, que voltaram impressionados com a cordialidade demonstrada.

“O presidente da Febem está comprometido com a transparência e ficou de vir a Bauru para participar até de uma audiência pública. A proposta do semi-aberto é fundamental porque estabelece progressividade, o que dá esperança ao menor de sair do regime fechado. O encontro foi muito proveitoso”, relata Parreira.

As outras reivindicações encaminhadas à presidência, como a contratação de instrutores para a formação profissionalizante dos internos e o levantamento do perfil dos menores atendidos em Bauru, também foram acatadas, confirma a assessoria de imprensa.

Segundo o assessor de imprensa da Febem, Joaquim Maria Botelho, a unidade local já está iniciando uma pesquisa que vai indicar as características dos adolescentes atendidos no município.

“O presidente da Febem deve aproveitar a visita que fará ao município para firmar convênio com universidades. A idéia é que elas desenvolvam o trabalho de liberdade assistida junto aos menores. Ele também deve fazer contato com empresários, que poderiam colaborar na formação profissional dos internos”, ressalta Parreira.

Porém, no decorrer do encontro, que durou pouco mais de uma hora, Oliveira e Costa não deixou de ser realista sobre as dificuldades enfrentadas, como relata Tobias.

“O presidente da Febem não ficou vendendo ilusões, até porque sabe que trabalhar com adolescente problemático não é fácil. Segundo ele, a unidade de Franco da Rocha, que é a mais problemática, será desativada porque quanto menor a unidade, melhor o trabalho realizado. Com essa postura, ele impressionou e mostrou que está interessado na transparência de seus trabalhos”, conclui.

O vereador Luiz Carlos Valle (PSB), que também integra a Comissão de Direitos Humanos da Câmara, não compareceu à reunião por estar com problemas de saúde.