09 de julho de 2026
Esportes

Profissionais fazem elogios

Marcelo Ferrazoli
| Tempo de leitura: 2 min

Profissionais da arbitragem entrevistados pelo JC foram unânimes em rasgar elogios ao cartão eletrônico e em apontá-lo como um instrumento capaz de revolucionar o futebol.

O bauruense Márcio Luiz Augusto, árbitro da CBF e aspirante à Fifa, é um dos que o aprovam. “Sou favorável a tudo que possa diminuir a probabilidade de erros no esporte. Com o cartão, certamente a tendência é melhorar, pois teríamos condições de passar e ter acesso a informações rapidamente”, considera ele.

Para Márcio, funcionando em conjunto com a bandeira eletrônica, recurso já utilizado atualmente nos gramados, o cartão eletrônico tornar-se-á o sistema perfeito para o árbitro. “Ele é o instrumento do futuro, pois se as bandeiras já ajudam muito atualmente nos jogos, o uso combinado dos dois seria a fórmula ideal”, sustenta.

Outro que também enaltece o invento de Braga é Elias Janeiro, atual presidente do departamento de árbitros da Liga Bauruense de Futebol Amador (LBFA) e por várias vezes considerado um dos melhores da atividade no município. “As arbitragens só têm a melhorar, uma vez que, atualmente, a relação juiz/cartão possui vários fatores complicadores, que diminuiriam com a versão eletrônica”, afirma ele.

Milton Martins, presidente da mesma liga, também defende a adoção do cartão eletrônico. â€œÉ uma idéia inovadora e moderna que certamente facilitaria o trabalho dos árbitros. A curto prazo, causaria dúvidas quanto à sua utilização e exigiria um tempo para todos se adaptarem, mas essa fase logo seria superada sem problemas”, finaliza.

Surgimento

O técnico em informática Carlos Décio Braga pondera que, mesmo sendo amplamente conhecidos pelos torcedores, poucos conhecem como os tradicionais cartões amarelo e vermelho nasceram.

Segundo Braga, eles foram desenvolvidos após um episódio envolvendo as seleções da Argentina e da Inglaterra durante a Copa do Mundo de 1966. “Em uma grande confusão, o árbitro alemão expulsou um argentino, que não entendeu, ou fingiu, o que provocou uma perda de tempo muito grande. Com isso, a FIFA estudou a criação de algum recurso para administrar tais situações. Assim, nasciam os cartões.”