08 de julho de 2026
Geral

Urnas receberão denúncias de cidadãos

Da Redação
| Tempo de leitura: 2 min

Criar um canal entre a Justiça e a população. Este é o principal objetivo do projeto Direito e Denúncia, criado por alunos do curso de direito da Universidade Paulista (Unip), câmpus de Bauru, em parceria com a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Subseção de Bauru.

O projeto será lançado oficialmente no dia 21, na Unip, e a primeira etapa prevê a instalação de seis urnas em pontos estratégicos da cidade, como o Bauru Shopping, a agência central dos Correios, o Calçadão e um supermercado. Nas urnas, a população poderá deixar dúvidas ou fazer denúncias. Não é necessário se identificar.

“Toda sexta-feira passaremos recolhendo o material e no sábado uma comissão se reunirá para analisá-lo”, afirma o idealizador do projeto, o aluno de direito Juscelino André de Lima. Além dele, formam a comissão a advogada Juliana Freitas Lino de Souza e os alunos Marcelo Malagoli e Iris Ruth Xavier de Freitas.

As dúvidas serão respondidas através de carta ou por telefone e as denúncias serão encaminhadas aos órgãos competentes, como as delegacias ou a Promotoria.

Lima teve a idéia de criar o projeto durante um trabalho para a faculdade. Ele pesquisou o tema violência distribuindo formulários nos núcleos Mary Dota e Bauru 2000. “Para minha surpresa, recebi de volta várias dúvidas e denúncias.”

O passo seguinte foi procurar a OAB e apresentar a proposta, que foi aceita pelo presidente da entidade, Edson Roberto Reis. “Implantar um disque-denúncia fica muito caro. Por isso, o projeto que estamos criando é mais viável”, afirma Reis.

Embora o Direito e Denúncia ainda não tenha sido lançado oficialmente, já recebeu apoio de algumas instituições de Bauru.

O diretor do Departamento de Publicações da Associação de Defesa da Cidadania de Bauru (Adeciba), Ivan Garcia Goffin diz que o maior problema da população é não saber para quem reclamar. “Quando uma iniciativa como essa se aproxima do cidadão, é muito mais fácil para que ele faça a sua parte.”

Já o presidente da Associação dos Moradores do Parque Santa Edwirges, Vivaldo Pereira Martins, acha que a parceria é válida. “As pessoas não vão mais ter desculpas para não exercerem a cidadania.”