A modelagem do sistema de transporte coletivo urbano permitirá a redução do custo de operação em R$ 500 mil por mês.
A economia é considerada uma vantagem não apenas para as empresas operadoras, mas para os usuários, já que afasta a possibilidade de reajuste da tarifa, que hoje custa R$ 1,20.
“Isso significa menos impacto na tarifa. Hoje, se nós fôssemos redimensionar a tarifa, certamente haveria outro aumento extremamente significativo. É indesejável para todo mundoâ€, diz Waldomiro Fantini Júnior, diretor da Divisão de Transportes da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb).
Com a rede proposta, os ônibus rodarão 200 mil quilômetros a menos por mês. Atualmente, eles percorrem 1,7 milhão de quilômetros mensalmente. O prejuízo mensal supera R$ 600 mil.
A economia deve-se à racionalização da rede. Isso significa redução de carros e ajuste de linhas. Veículos ociosos foram retirados de circulação. Os ônibus agora estão distribuídos de acordo com a demanda, que aumenta significativamente nos horários de pico.
O sistema opera a um custo de R$ 3,8 milhões por mês. “Estamos economizando para evitar de jogar mais um imposto em cima do usuário, que já não agüenta mais pagar†, explica Fantini Júnior.
“A prefeitura está estudando uma forma de amenizar essa dívida impactando o mínimo possível para a populaçãoâ€, acrescenta.
Ele afirma que a redução do custo do sistema não implica na redução da dívida da Câmara de Compensação Tarifária. “Estamos deixando de gastar. Não é um dinheiro arrecadado. Nós já estamos numa dívida hoje de praticamente R$ 6 milhõesâ€, reforça o diretor da Divisão de Transportes da Emdurb.