Para a maior parte dos motoristas e cobradores que operam no sistema de transporte coletivo urbano, a principal dúvida quanto à modelagem refere-se à preservação de seus empregos.
Muitos deles ainda não sabem ao certo o que mudará na prática. “Eu não sei direito como vai ficar isso, mas acho que vai melhorarâ€, diz o cobrador. Walmir Costa Ramires.
Josué Milton Farias, motorista, também mostra-se tranqüilo. “No meio do dia, os ônibus andam vazios. Isso eu acho que vai melhorar. Eu acho que não vai prejudicar ninguémâ€, expõe.
Já o motorista Osni Ribeiro teme o desemprego. “Na minha opinião, isso só vai gerar transtorno. Se eles vão cortar ônibus, vão ter que mandar funcionários emboraâ€, afirma.
O cobrador Edilson Santos Moreira também questiona o projeto. “Eu acho que vai dar bastante desemprego. Se saírem 30 carros, vão mandar no mínimo 120 pessoas emboraâ€, calcula.
Na opinião de Eli Biazin Prado, que atua como motorista, os usuários também serão atingidos. “Será que tirando ônibus vai melhorar o sistema? Eu acho que vai piorar. No geral. Vai haver demissão e vão tirar ônibus de circulação. Os usuários ficam sem ônibusâ€, diz.
Para Elias Pinheiro, presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários em Geral de Bauru (SindTran), a alternativa contra o desemprego é a implantação da jornada de seis horas.
Apesar da ameaça de demissões, ele é otimista em relação ao projeto. “Não podemos ser contra um estudo ou uma técnica que visa baratear o custo do transporte coletivo urbanoâ€, expõe.