10 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Desestruturação da família


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Quando se fala em desestrutura familiar, pensa-se na desigualdade social, pois é o argumento mais óbvio para justificar a violência. Sem dúvida, a má distribuição de renda gera a desigualdade onde pode favorecer a disseminação da criminalidade. É certo: sociedades desiguais tendem a ser mais violentas. Isto não significa que na pobreza são mais violentos, a falta de perspectivas é que pode induzir a comportamentos inadequados. Nos países do primeiro mundo, como Estados Unidos, Japão, Inglaterra etc, e nos maiores países do mundo, como Rússia, China, Canadá e Brasil, a violência cresceu na mesma proporção. Podemos perceber pelas redes de comunicação escrita e falada, numa mesma família desprovida, só alguns desrespeitam as regras de convivência social, tem filhos de classe média alta que adotam comportamento anti-sociais.

O que sentem hoje em dia é a desestruturação das famílias, de modo geral, no mundo todo, filhos crescem sem apoio de pai ou mãe paterno, por conseqüência da vida sedentária, em outros casos por abandono, separação dos pais, gravidez precoce, isto adolescente cuidando de adolescente. Pesquisas têm mostrado, crianças nascidas ou crescidas nessas situações têm maior vulnerabilidade para desenvolver comportamentos anti-sociais. As pessoas na condição relatada geralmente desenvolvem comportamentos agressivos por estarem despreparadas para educá-las com coerência, pela própria violência da desestrutura familiar/desigualdade social em que vivem. (Irma Slaghenaufi - RG 8.139.884)