09 de julho de 2026
Guerra no Iraque 2003

Bagdá ataca fronteira do Kuwait

Agência Folha
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Bagdá - Pelo menos nove mísseis, segundo a rede CNN, foram disparados ontem pelo Iraque em direção ao Kuwait em represália ao início da ofensiva norte-americana. Os mísseis tinham como alvo a região na fronteira dos dois países, ocupada por tropas dos EUA e do Reino Unido, e a capital do kuwaitiana, informaram o governo local e oficiais da coalizão. Havia divergência acerca do número real de mísseis disparados pelas forças iraquianas. Os relatos da CNN tiveram como fontes jornalistas que acompanhavam as tropas dos EUA.

Até o fechamento desta edição, o governo kuatiano confirmara haver sido seis os mísseis que atingiram o território do país, entre eles dois Scuds. Outras fontes sustentavam que foram 15 os mísseis lançados pelos iraquianos, em duas ofensivas: nove pela manhã e nove à tarde.

O pequeno emirado, que divide uma fronteira de 242 quilômetros com o Iraque, tem sido um dos maiores aliados dos norte-americanos no Oriente desde a guerra do Golfo, em 1991, quando os EUA libertaram o país de sete meses de ocupação iraquiana.

Um dos artefatos (um míssil tático balístico) caiu próximo a uma posição militar em Mutla, 30 km ao Norte da capital kuwaitiana. Soldados britânicos e norte-americanos almoçavam no momento em que soou a sirene de ataque, seguida de uma ordem para que colocassem suas máscaras antigás e roupas de proteção.

Mas de acordo com oficiais dos EUA e do Kuwait não havia indícios de que os mísseis disparados ontem pelo Iraque portassem esses agentes. O míssil que caiu próximo ao batalhão de infantaria, segundo os norte-americanos, seria do tipo Al-Samoud 2.

Durante as inspeções realizadas pela ONU no Iraque semanas atrás, o chefe dos inspetores, o alemão Hans Blix ordenou que os Al-Samoud 2 fossem destruídos porque, assim como algumas versões do Scud, teriam alcance superior a 150 quilômetros - o que violava o acordo de desarmamento assinado por Bagdá ao final da guerra do Golfo. Ainda durante as inspeções, Blix admitiu que era questionável se os iraquianos tivessem de fato destruído esses mísseis.