09 de julho de 2026
JC Criança

A magia das histórias inventadas

Roberta Mathias
| Tempo de leitura: 3 min

“Eu já sei ler e escrever!” Com muito orgulho, as crianças que aprendem a decifrar o código das letrinhas começam a mergulhar em um novo mundo de informações e prazer.

Ler uma história sem precisar da ajuda de ninguém é realmente muito gostoso. É o momento em que descobrimos como aquelas letrinhas embaralhadas formam frases e as frases se transformam em histórias, com começo, meio e fim.

Aventuras, suspenses, comédias... O que a história vai transmitir dependerá do autor. Ele escolhe a personalidade de cada personagem e começa a dar asas à sua imaginação.

Uma boa história prende o leitor por horas, que não consegue parar de ler enquanto a aventura não acabar.

Depois do desafio do ler e escrever, as crianças começam a inventar as suas próprias histórias, que no início ficam “sem pé nem cabeça”, mas com o tempo e o exercício da escrita começam a se transformar em grandes aventuras.

Um “inventador” de histórias não nasce com facilidade. Normalmente é uma pessoa que gosta de ler e resolve colocar no papel as suas criações. Alguns também gostam de desenhar suas personagens, deixam a imaginação à vontade e colocam as mãos no lápis.

Não existe idade para começar a escrever. Tem gente que inicia bem jovenzinho, outros que demoram uma vida inteira para soltar a imaginação. Porém, eles sempre são ratinhos de biblioteca e já leram um montão de livros.

Paixão pelas letrinhas

A amiguinha Paloma Viotto Galvão tem apenas 7 anos e já é uma contadora de histórias. Ela adora inventar histórias e dar vida a personagens. Às vezes, as amigas se transformam em elementos importantes em suas aventuras, que nem sempre têm um final feliz.

“Gosto de inventar histórias das minhas amigas, ou com a mãe e da minha tia Lucy, mas às vezes as personagens são inventadas mesmo”, conta Paloma.

Para ela, uma história pode falar das brincadeiras do dia-a-dia, como uma que inventou recentemente. “Fiz uma história chamada As Amigas, que falava de uma tarde de brincadeiras. As amigas Paloma, Ludmila, Gabriela, Giovana e Viviane estavam brincando de inventar brincadeiras.”

Conta a escritora mirim, que duas das amigas eram bruxas, as outras eram feiticeiras, mas como em toda brincadeira, sempre tem alguém que não fica satisfeito. Às vezes chora, às vezes deixa de brincar. Mas a turminha resolveu o problema, que era o ponto alto da história, com uma boa solução.

“A bruxa, que era boa, transformou - de mentirinha - a outra bruxa em feiticeira, e aí todas ficaram felizes. Só tinha um detalhe, a feiticeira não podia fazer feitiços do bem, o que já é uma outra história.”

Paloma explica que tornou-se uma “inventadora” de histórias porque gosta de ler bastante e começou a criar aventuras com personagens “misturados”. “Por exemplo, se eu leio o Menino Marron e O Menino Maluquinho (ambos do Ziraldo), eu misturo os personagens e faço uma outra história”, explica.

Ela também gosta de fazer histórias em quadrinhos, desenhar e ler gibis. Aliás, ela é praticamente uma devoradora de gibis, pois lê quatro gibis por dia. “Eu também gosto dos livros. Além dos livros de escola, acho que leio mais um por semana”, acrescenta a leitora.

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Dicas do professor Darvino

• Teatralizar a história e os personagens

• Exercitar a criatividade

• Dar asas à inventividade

• Receber incentivos dos mais velhos

• Desenvolver o hábito de ouvir e contar histórias

• Participar de eventos literários infantis

• Montar uma minibiblioteca infantil

• Ser sócio do clube do livro infantil

• Ser sócio de biblioteca

• Freqüentar bibliotecas e livrarias

• Formar clubes de amigos da leitura infantil