08 de julho de 2026
Geral

PS Central ficará pronto só em junho

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 3 min

As obras de reforma e ampliação do Pronto-Socorro Central (PSC), que começaram em agosto, vão atrasar mais dois meses. As chuvas do início do ano, somadas às alterações no projeto inicial, levaram a Secretaria Municipal de Saúde a prorrogar a entrega - que estava prevista para este mês - para junho.

O objetivo é melhorar o fluxo de pacientes, separar os atendimentos de urgência e ambulatoriais e otimizar a Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A planta também prevê aumento de banheiros, troca de telhados e pias e a criação de novas salas, num investimento de aproximdamente R$ 500 mil.

Assim que o prédio estiver pronto, começarão as obras no Pronto-Socorro Infantil (PAI) para acompanhar o padrão adotado pelo Pronto-Socorro Central, segundo o diretor do Departamento de Urgência e Emergência, Felinto dos Santos Neto.

Enquanto as obras não são concluídas, o funcionamento do PS Central e do PAI continuam improvisados e precários, por conta da poeira e da falta de espaço, ressalta Santos Neto. O atendimento do PS Central foi transferido para o PAI, que em conseqüência, perdeu espaço.

O médico conta que a improvisação tem gerado reclamações. “Admitimos que a situação é precária, mas já sabíamos disso, uma vez que a construção e reforma eram imprescindíveis. O atendimento caiu cerca de 20%”, diz.

De acordo com o médico, a construção de um novo prédio tem por objetivo adequar o PAI conforme determinam as normas de Vigilância Sanitária e, principalmente, atender melhor a população. “Queremos mais qualidade no atendimento. Esta é a nossa busca”, diz.

A capacidade de atendimento do novo PSC não vai aumentar, pondera Santos Neto. “A intenção não é aumentar a capacidade, mas sim conquistar a eficiência no atendimento. Para isso, investimos no treinamento do corpo clínico. Os médicos do PSC passaram por cinco cursos de capacitação, e os do PAI, por um”, relata.

As modificações no Pronto-Socorro Central vão exigir um número maior de serventes e auxiliares de enfermagem, prevê o diretor. “Aumentou o número de salas e de alas, e por isso vamos necessitar de mais funcionários”, diz.

O novo PSC vai apresentar inovações. “A sala de urgência e emergência será climatizada e possuirá armários para armazenar os instrumentos e equipamentos necessários para o atendimento”, conta Santos Neto.

Um centro de esterilização vai garantir a desinfecção dos instrumentos utilizados no atendimento ao público. “Uma sala especial para esterilização foi construída a fim de agregar no mesmo local todo o sistema”, diz. Também está sendo finalizado um espaço próprio para limpeza de pacientes, dotado de chuveiro e banho na maca. O novo PSC terá também uma sala de isolamento para pacientes que necessitem desse tipo de cuidado.

A sala de espera foi ampliada e oferecerá mais conforto aos pacientes. “No lugar dos bancos serão adotadas confortáveis cadeiras. Teremos sala de procedimentos cirúrgicos, duas salas para sutura e uma destinada a reuniões”, completa o diretor.

Para concluir todas as obras falta fazer pintura e troca de vitrôs do PSC e pequenos reparos no PAI. “Queremos manter o padrão. Vamos efetuar pequenos reparos e faremos uma nova pintura. As cores, tanto do PSC quanto do PAI, foram estudadas para minimizar o clima do atendimento”, revela Santos Neto.

O piso que não for trocado será raspado e lavado para melhorar a apresentação. “No novo prédio o piso é novo. Vamos instalar um sistema de som para que os médicos chamem os pacientes sem ter que se deslocarem até o corredor”, conta.