09 de julho de 2026
Articulistas

Onde se escondem os ideais?


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Se os compêndios existentes contivessem mais páginas que as usuais e tradicionais poderiam ter sido enriquecidas com mais ideais de autoria de filósofos que existiram ou ainda passeiam pelas muitas direções do mundo, ensinando, então, rumos tanto ou quanto bem importantes para os que os rodeiam ou já rodearam. No sentido clássico da palavra, inquire-se claramente o que seja um ideal. E se responde que ele é nada menos que as opções de vida que os seres formulam a si mesmos e, um dia, jovens ou adultos, tentam levá-las avante, vestindo-as com as roupagens bonitas da concretização e, por isso, assumindo-as determinadamente. Contudo, nem todos conseguem realizá-las, pois não sabem ou não têm a ventura de colocar diante de si um ideal que valha a pena ou, por outro lado, não conseguem perseguir com perseverança e coragem a meta a que se propuseram. Alguém perguntou certa vez ao inventor da lâmpada, o sábio Thomas Edison, qual o segredo para uma pessoa obter êxito social ou profissional na sua existência e ele respondeu simplesmente: “Colocar uma luz clara e definida à sua frente e não parar enquanto não alcançá-la”. Contudo, os homens vivem colocando seus ideais sempre distantes, longe de suas sonhadoras mãos, como que se guiando pelas estrelas do céu e não pelas bússolas terrestres dos viajantes, exibidas a quantos se interessem. Por isso procuram o êxito, muitas vezes inutilmente, naquilo com que sonham, até porque supõem que, teoricamente, achar e desenvolver um ideal é a coisa mais simples que poderiam imaginar e conquistar. Segundo, porém, a história, nem sempre foi assim e pode ser assim, vindo, então, à lembrança, o glorioso exemplo do grande apóstolo São Paulo, tão justo e correto na busca de sua suprema opção. Com efeito, tinha um autêntico e humano ideal (Jesus Cristo) e conseqüentemente olhava-O como sua meta indissolúvel. Por ela acabaria decapitado, entregando sua própria vida. Não se pode desejar exemplo mais frisante para transmitir a tantas pessoas que vivem, trombando nas esquinas das ruas, procurando ideais na sua caminhada terrestre. E quantos, por muito menos que o apóstolo, também desistem sem que consigam uma faixinha suave além das núvens. Verdadeiramente, nada acontece de maravilhoso na vida das pessoas sem sua vontade expressa e empenhada. E merecimento também. É a nossa opinião. (O autor, N. Serra, é o jornalista responsável do JC e delegado regional da Associação Paulista de Imprensa e da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado)