10 de julho de 2026
Guerra no Iraque 2003

George W. Bush pede US$ 75 bilhões ao Congresso

Agência Folha
| Tempo de leitura: 2 min

Washington - O governo dos Estados Unidos apresentou ontem pela primeira vez uma estimativa de custos da guerra contra o Iraque. O valor chega a US$ 75 bilhões e uma proposta de emenda ao Orçamento de 2003 deve ser encaminhada hoje ao Congresso. Ao mesmo tempo em que começa a discutir cifras da guerra, o presidente George W. Bush fará uma ofensiva interna nesta semana para demonstrar apoio às tropas.

Os dois movimentos coincidem com as primeiras más notícias para os EUA no front iraquiano, com baixas e soldados do país capturados pelo Iraque. Bush irá ao Pentágono amanhã e deve viajar quarta para a Flórida a fim de visitar o quartel-general do Comando Central das Forças Armadas dos EUA.

Nos próximos dias, é possível que Bush se desloque também para uma base norte-americana no Golfo Pérsico. Há semanas Bush vinha sendo cobrado a apresentar uma proposta de orçamento para a guerra.

A pressão chegou ao ponto de o Senado ter imposto uma derrota ao presidente ao retirar, na sexta-feira, US$ 100 bilhões do pacote de corte de impostos do governo para os próximos dez anos - estimado em US$ 726 bilhões - e reservar o dinheiro para gastos militares.

A proposta de Bush ainda é vaga em termos da duração do conflito. Ontem, o mercado de ações do país começou a refletir uma expectativa de que a guerra será mais longa do que se previa. Enquanto Bush discutia o orçamento com militares e com o presidente do Fed (o Banco Central dos EUA), Alan Greenspan, as principais Bolsas do país operavam em baixas expressivas, as maiores em quase seis meses.

Pesquisas de opinião realizadas no fim de semana mostraram o mesmo sentimento, embora o apoio a Bush continue forte entre dois terços da população.

Dos US$ 75 bilhões estimados para a guerra, US$ 62 bilhões devem ser alocados para o Departamento de Defesa. Outros US$ 5 bilhões a US$ 8 bilhões irão para ajuda humanitária no Iraque e para programas de apoio a países aliados dos EUA no Oriente Médio, como Israel, Egito e Jordânia. A Turquia está fora da lista.

O restante do dinheiro irá para programas de segurança interna. Os números fechados serão encaminhados hoje ao Congresso e devem ser apresentados pessoalmente por Bush ao Pentágono.