09 de julho de 2026
Pesca & Lazer

História de Pescador: Mistérios do Tietê (parte I)


| Tempo de leitura: 3 min

Essa história será narrada por três “excelentes” pescadores sem falsa modéstia, sendo que apenas um, dentre os três, viveu esta experiência cercada de muito mistério .

A história que vamos relatar se passou no rio Tietê, mais precisamente em Cambaratiba, próximo à barragem.

Trata-se de um mistério que não podemos de forma nenhuma, perpetuar apenas aos pescadores que vivenciaram o ocorrido, pois embora pareça algo de outro mundo, deixando meus companheiros “arrupiados”, pois acreditaram que “almas penadas” fizeram de tudo para que “nunca mais” pescassem em suas vidas.

O início da pescaria já contou com fatos que deixaram o amigo Rick extremamente irritado, pois implorava ele a semana toda, que “não se levasse qualquer bebida alcoólica”, que tão pouco se bebesse antes e durante a pescaria. Porém ao se encontrar com os companheiros - Valdimir, Celso e Edivaldo, já notou que algo tinha acontecido.

Assim que “embarcaram” no carro do Rick, o Edivaldo já demonstrava sinais de embriaguez total (olhos vermelhos, bafo de jibóia, mãos e pernas trêmulas, fala embargada com sua língua mal cabendo dentro da boca aparentando ter pelo menos uns 30 centímetros).

O Rick, já ameaçando não mais ir pescar, concordou em levá-los, porém com uma condição: o Edivaldo iria dormindo, sem dizer uma só palavra, não podendo manifestar qualquer opinião ou palpite.

Porém embora no estado já mencionado, insistia em parar em tudo quanto é luminoso que via pela frente (se é que enxergava alguma coisa), resmungando que apenas “queria parar para comprar um refrigerante”.

Chegando ao local da pescaria, todos, menos o Edivaldo, ajudaram a descarregar a “tráia”, sendo que o “embriagado” procurou sarar da sua “fogueira” dando um pequeno mergulho no rio. Fato este que ainda trouxe mais aborrecimentos, pois o mesmo reclamava, após o banho de muito frio e queria saber onde era o banheiro para “tirar água do joelho”.

Barco alugado, porém pago com desconto, pois possuía um pequeno vazamento interno (coisa insignificante), que no momento nem foi levado em consideração, bastando saber que o preço pago foi menor que o pedido por um barco - digamos normal.

Motor não havia, ainda que dois remos quebrados “levinhos - feitos de aroeira”, fora emprestado pelo proprietário do barco de aluguel, que nada cobrou pela camaradagem.

Por volta do meio-dia, apoitados no canal do rio, já sem sentir os braços de tanto remar, o companheiro Edivaldo, ainda com sintomas de embriaguez, deixou que um pé de vento carregasse seu pequeno sombrero-mexicano para dentro do rio e para longe do barco, o que novamente mexeu com os nervos do Rick, pois o local era piscoso. O nosso companheiro Edivaldo, sem noção do perigo, já foi logo tirando a camisa e a calça, queria pular atrás do chapéu que curiosamente subia a correnteza devido ao forte vento contrário. Neste momento, já com os nervos à flor da pele, todos os outros companheiros o seguraram para evitar um mal maior, imaginem o “trupé” dentro do barco já cheio d’água!!!

Já aos berros e com água até a canela, devido ao “pequeno” vazamento (lembram-se do desconto no preço?), o Rick pediu a colaboração de todos, pois queria pescar.

O Rick com sua carretilha, conseguiu num arremesso certeiro “fisgar” o dito chapéu encerrando assim o caso.

Antônio carlos Pavanato e Fernando Alvarez relataram está história em parceria.

(continua na próxima edição)