Vendo nosso presidente Lula falar em público, fica a nítida impressão que ele não desceu do palanque ainda. Sua fala pausada, com frases de efeito, empostando a voz, gesticulando muito, ora enfático, ora melancólico, já exauriu nossa paciência. Vem dizendo que não quer ser lembrado como o presidente apressadinho que faz errado devido à pressa, e que é preciso ter calma. É, meu senhor Lula, agora você está do outro lado do balcão e o buraco é mais embaixo! De pedra passou a ser vitrine e não há varinha de condão que por um agito mude todo o sistema de uma hora para outra; há que se reconhecer, porém: já tivemos calma demais! Agir é o melhor remédio!
Só esperamos que daqui a dois anos, em 2005, que é o prazo para a reconstrução nacional dado pelo PT, o presidente Lula não chame em segredo o sr. José Dirceu, no seu Gabinete, e, com a voz embargada e mais rouca do que nunca, pergunte: - Ô, Zé Dirceu! O que deu errado, companheiro? Daremos tempo ao tempo. (Eduardo Alves Rodrigues - RG 9123787)