10 de julho de 2026
Geral

USP estuda aumentar vagas para fonoaudiologia em Bauru

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

A Universidade de São Paulo (USP) está fazendo estudos para aumentar o número de vagas oferecidas no câmpus de Bauru para a graduação. O reitor da universidade, Adolpho José Melfi, que veio a Bauru ontem para uma homenagem, disse que a proposta é ampliar as vagas do curso de fonoaudiologia.

Atualmente, são oferecidas 25 vagas para o curso a cada ano. Ele prefere não adiantar se o total de vagas passaria para 40 ou 50, mas ressalta que é possível atender uma demanda maior de alunos egressos do ensino médio com a estrutura já existente. “Hoje temos 40 mil alunos na graduação em toda a USP e o ideal é ter pelo menos 50 mil”, diz.

Melfi explica que é preciso abrir novas vagas porque a procura está aumentando. “A Fuvest teve 160 mil candidatos inscritos no último vestibular e oferecemos somente 8 mil vagas. Precisamos aumentar o número de vagas para dar mais chances aos alunos que terminaram o ensino médio de continuarem os estudos”, ressalta.

Nos últimos anos, de acordo com o reitor, a USP criou 27 novos cursos em vários câmpus aproveitando, na maioria dos casos, a estrutura física e pessoal já existente. “Temos escolas consolidadas com salas ociosas em alguns períodos, principalmente à noite. E neste período podem funcionar outros cursos aproveitando biblioteca, laboratório e professores dos já existentes”, diz.

Neste ano, a prioridade da USP é a instalação do câmpus da zona leste da Capital, que terá mil vagas nas áreas de artes, humanidades e ciências, segundo Melfi. O primeiro vestibular deve ser realizado em 2004.

A professora Maria Cecília Bevilacqua, coordenadora do curso de fonoaudiologia da USP de Bauru, concorda que 25 vagas são poucas para uma área que está em expansão. “A população está mais consciente da necessidade de cuidar da saúde fonoaudiológica e isso tem aberto vagas no mercado”, diz.

No último vestibular, a relação de candidato vagas para o curso de fonoaudiologia do câmpus da USP de Bauru foi de 6,6, não muito distante dos 8,0 do curso de odontologia, o outro curso da unidade. De acordo com Maria Cecília, além dos tratamentos clínicos e hospitalares, hoje o fonoaudiólogo atende em domicílio os pacientes impedidos de locomover-se.

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Homenagem

O reitor da USP, Adolpho José Melfi, veio a Bauru ontem para participar da homenagem ao professor Bernardo Gonzalez Vono, da Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB). Vono trabalhou na faculdade durante 38 anos e foi um grande incentivador da criação do curso de fonoaudiologia no câmpus e da Clínica de Fono, que começou a funcionar em setembro do ano passado.

A clínica oferece atendimento à população na reabilitação das alterações da linguagem oral e escrita, voz, audição e motricidade oral. De acordo com a assessoria de imprensa da FOB, são realizados 500 atendimentos por mês em crianças, adolescentes e adultos. Atualmente, 220 pacientes fixos realizam terapia semanalmente, sendo que 23 submetem-se a audiometria.