11 de julho de 2026
Economia & Negócios

Economia & Negócios

Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 4 min

• Encomex

Começa hoje, às 9h, o 56.º Encontro do Comércio Exterior, que será realizado durante todo o dia no Obeid Plaza Hotel. Vários painéis serão apresentados por especialistas em comércio externo e o alvo principal do evento são micro e pequenos empresários de Bauru e região. Técnicos ligados ao Ministério do Desenvolvimento - que promove o evento - estarão à disposição dos empresários que quiserem receber atendimento individual para tirar dúvidas sobre como abrir portas para seus produtos no Exterior.

• Participações

Em Bauru, a Prefeitura Municipal, através da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE), está organizando o encontro. O número de inscrições para a edição do evento que será realizado hoje superou a quantidade registrada em várias capitais do País, como Salvador (BA), Manaus (AM), Maceió (AL), entre outras. O secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Ivan Ramalho, estará representando o ministro Luiz Fernando Furlan.

• Varejo

O setor varejista brasileiro começa a se agitar nesse início de ano com a necessidade de consolidação de pequenas e médias empresas e boas oportunidades de aquisições. Por uma série de fatores, incluindo reflexos de crises internacionais, os dois últimos anos foram mornos no que diz respeito a fusões e aquisições neste setor. Mas ameaçando o cenário positivo que começa a se desenhar está a guerra entre Estados Unidos e Iraque. Se o conflito se prolongar, todo esse movimento pode ser adiado, mais uma vez.

• Sombra

Ninguém está esperando resultados iguais aos do triênio 1998/2000, quando as grandes redes varejistas fecharam vultuosos negócios. Mas especialistas na área estão apostando num ano bem mais forte que o de 2002, principalmente no que se refere aos segmentos de alimentos, eletrodomésticos e material de construção. Mas também sobre este quadro paira uma sombra inquietadora: no momento, o cenário brasileiro desestimula a entrada de novos grupos no País.

• Ativos

No início desse mês, após ter sido concretizada a compra da rede de eletrodomésticos Líder pelo Magazine Luiza - as duas com forte presença no Interior do Estado de São Paulo -, rumores estão se espalhando sobre uma possível venda de parte dos ativos de duas das cinco maiores redes supermercadistas brasileiras, Sonae e Bompreço. Uma grande empresa de consultoria já deixou escapar que até o final do ano poderão ser fechadas duas transações envolvendo grandes varejistas.

• Grandes redes

Para alguns consultores, nesse ano a forte movimentação de fusões ou aquisições deverá ocorrer entre as grandes redes, e não de grandes adquirindo empresas menores. Segundo esses analistas, o segmento de supermercados estará agitado, principalmente em função da possibilidade de venda dos ativos do grupo holandês Royal Ahold - que no Brasil é proprietário das redes Bompreço e G. Barbosa, com forte atuação no Nordeste do País.

• Oportunidade

Recentemente, o Royal Ahold se envolveu num escândalo contábil devido a problemas ocorridos em uma de suas subsidiárias norte-americanas. As ações do grupo despencaram e o mercado especula sobre a possibilidade de venda de alguns ativos, inclusive no Brasil. Em função dessa crise, o grupo está precisando de caixa e os ativos no Brasil são uma boa oportunidade. Mas alguns analistas avaliam que essas brechas de oportunidades podem se fechar se a guerra entre Estados Unidos e Iraque durar mais que três meses.

• Aquisições

A explicação para essa análise é de que a instabilidade no quadro internacional poderia agravar o risco Brasil, o que por sua vez, dificultaria a precificação dos ativos. Já no caso do grupo português Sonae - dono das bandeiras Big (hipermercados), Nacional e Mercadorama (de supermercados) -, falou-se na possibilidade de venda das lojas instaladas em São Paulo para a aquisição de outra rede no Sul do País. Mas no momento, o Sonae nega ter interesse em vender ativos no Brasil.

• Espaço

Contudo, na opinião de alguns analistas de mercado, não faz sentido para o grupo manter a bandeira Big num mercado tão disputado como o paulista. Na avaliação do presidente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), João Carlos de Oliveira, as fusões e aquisições durante esse ano serão pontuais. Porém, ele, juntamente com outros consultores, acredita que ainda há espaço para consolidações, já que as cinco maiores redes varejistas brasileiras concentram somente 40% do mercado.