Washington - O governo dos EUA criticou ontem o comportamento da mídia na cobertura da guerra contra o Iraque. Segundo fontes da Casa Branca, o presidente George W. Bush estaria “frustrado†com o “modo estúpido" da imprensa de pressioná-lo por respostas sobre a duração do conflito.
A Casa Branca e o Departamento de Defesa chegaram a externar publicamente o descontentamento com a mídia e reforçaram a estratégia de preparar a opinião pública para uma guerra mais longa do que o previsto.
“Temos visto muita alteração no humor e percepção da mídia. Muitos altos e baixos, às vezes no mesmo diaâ€, disse o secretário de Defesa dos EUA, Donald Rumsfeld. Em seguida, ele afirmou que “a cobertura maciça (do conflito no Iraque) pode ser desorientadoraâ€.
“Felizmente, o povo americano sabe absorver e discernir o que vê e ouveâ€. O porta-voz de Bush, Ari Fleischer, foi na mesma linha adotada pelo secretário de Defesa e disse o seguinte: “O presidente acha que perguntas sobre o quanto a guerra ainda vai durar são legítimas. Mas há uma diferença entre perguntar isso e questionar, como vem sendo feito, a razão pela qual esta guerra ainda não acabouâ€.
A expectativa de uma guerra rápida, no entanto, foi criada inicialmente pelo próprio governo. Três dias antes de Bush autorizar o lançamento do primeiro míssil contra Bagdá, o vice-presidente dos EUA, Dick Cheney, deu entrevistas a programas na TV sugerindo que a campanha seria “relativamente rápida†e que poderia terminar “não em meses, mas em semanasâ€.