09 de julho de 2026
Guerra no Iraque 2003

Bush critica cobertura da mídia

Agência Folha
| Tempo de leitura: 1 min

Washington - O governo dos EUA criticou ontem o comportamento da mídia na cobertura da guerra contra o Iraque. Segundo fontes da Casa Branca, o presidente George W. Bush estaria “frustrado” com o “modo estúpido" da imprensa de pressioná-lo por respostas sobre a duração do conflito.

A Casa Branca e o Departamento de Defesa chegaram a externar publicamente o descontentamento com a mídia e reforçaram a estratégia de preparar a opinião pública para uma guerra mais longa do que o previsto.

“Temos visto muita alteração no humor e percepção da mídia. Muitos altos e baixos, às vezes no mesmo dia”, disse o secretário de Defesa dos EUA, Donald Rumsfeld. Em seguida, ele afirmou que “a cobertura maciça (do conflito no Iraque) pode ser desorientadora”.

“Felizmente, o povo americano sabe absorver e discernir o que vê e ouve”. O porta-voz de Bush, Ari Fleischer, foi na mesma linha adotada pelo secretário de Defesa e disse o seguinte: “O presidente acha que perguntas sobre o quanto a guerra ainda vai durar são legítimas. Mas há uma diferença entre perguntar isso e questionar, como vem sendo feito, a razão pela qual esta guerra ainda não acabou”.

A expectativa de uma guerra rápida, no entanto, foi criada inicialmente pelo próprio governo. Três dias antes de Bush autorizar o lançamento do primeiro míssil contra Bagdá, o vice-presidente dos EUA, Dick Cheney, deu entrevistas a programas na TV sugerindo que a campanha seria “relativamente rápida” e que poderia terminar “não em meses, mas em semanas”.