08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

EM ESTADO DE GUERRA


| Tempo de leitura: 2 min

O Estado como organização política da sociedade deve ser capaz de cumprir as finalidades desta, por meio de um governo que de acordo com a Constituição Federal deve assegurar aos indivíduos os direitos sociais como a educação, saúde, trabalho, moradia, lazer, segurança, previdência social, entre outros, dispostos no artigo 6.º da Constituição Federal. No entanto, ao analisarmos a situação atual do país constatamos que o governo, em sua forma atual de organização, não está sendo capaz de assegurar aos brasileiros esses direitos.

A exemplo disto, podemos citar a segurança pública, trazendo à tona a situação caótica em que se encontra o Rio de Janeiro. Encontramos no Rio a formação de um “Estado paralelo”, composto por marginalizados, miseráveis e revoltosos, liderado por traficantes que se utilizam da instabilidade do governo como pretexto para espalhar o terror e impor suas próprias leis, como demonstra o manifesto do tráfico parcialmente transcrito.

“Pois o que queremos é que esse abuso de poder que este governo e essa política hipócrita vêm implantando caia por terra, porque não tem mais como aturar estes governantes com essa política opressora e covarde que vêm praticando o terror nas comunidades carentes mandando os seus vermes subordinados policiais invadir as favelas e plantar o terror causando assim a morte de muitos inocentes.”

“O povo já está vendo que os verdadeiros marginais não estão nas favelas e nem atrás das grades, e sim no alto escalão da política.”

“Será que entre os presos deste país existe um que tenha cometido um crime mais hediondo do que matar uma nação de fome e na miséria?”

Este manifesto traduz a incoerência do crime organizado ao acusar o Estado de promover o terror, desconsiderando o caos e o medo que tem espalhado.

A quem devemos atribuir a responsabilidade pelo estado em que se encontra a segurança nacional?

Podemos considerar os traficantes como os verdadeiros responsáveis pela violência abusiva que se instalou no Rio de Janeiro, ou devemos levar em consideração que esta gama de marginalizados, que espalham o terror, é na verdade conseqüência de um sistema falido? (Roselaine Postigo - estudante do 1.º ano de Direito da Instituição Toledo de Ensino)