Não podemos ficar quietos enquanto o mundo está em plena destruição em nome de um controle do terrorismo. Sabemos que na verdade tudo tem a ver com o controle da hegemonia política e econômica norte-americana para disfarçar sua crise interna econômica. O controle do mundo através da venda de armamentos bélicos, o domínio inclusive dos países vizinhos, dos países latinos e dos outros colonizados pelos EUA. É uma fonte rica de renda norte-americana e precisam matar em nome da ordem para obterem o controle e poder em nível mundial.
Enquanto isso acontece no mundo...
Nossos países latino-americanos, não menos visados pelos EUA, também articulam por debaixo dos panos seus conchavos. No Brasil, o Congresso para passar as promessas de reforma que o mesmo PT, antes de ser governo, rebatia. Estas reformas que vão atacar os trabalhadores deste país, criticadas anteriormente pelo PT, vão significar para a classe trabalhadora perdas de salário, emprego, terra, saúde digna, garantia de aposentadoria, educação, em favor de manter os banqueiros, o grande empresário, o latifundiário fazendo altos caixas às nossas custas. Todos estes chamados de “privilégios†dos trabalhadores e muito mais serão literalmente arrancados da noite para o dia se não houver mobilização dos trabalhadores e de grande parte da população. Precisamos nos unir e ganharmos as ruas para combater o FMI, exigir de Lula uma postura de rompimento com a Alca, com os banqueiros e contra a guerra de Bush. Precisamos de um governo dos trabalhadores que não fique no papel e no programa ideológico que se esvaiu com o tempo, mas de um governo de luta contra as opressões e discriminações: aos negros, que em sua grande maioria sofrem o racismo velado em nosso país; aos índios, que foram literalmente passados para trás na história do descobrimento; aos homossexuais, só por terem uma opção sexual diferente; às mulheres, em defesa dos princípios e resoluções da Conferência Nacional de Mulheres Brasileiras, estes são alguns dos exemplos que podemos elucidar.
Não precisamos de um governo que esquece de suas promessas como os outros que já passaram por Brasília, como exemplo: implementação das cotas para negros nas universidades. De um governo que não vire as costas para os servidores públicos negando aumento, fazendo as reformas trabalhista e previdenciária nos moldes do capitalismo (extinção dos direitos dos servidores, fim da aposentadoria integral, fim da paridade, contribuição dos inativos entre outras perdas de direitos adquiridos há anos pelos trabalhadores tanto do setor privado como público). Nós queremos mudanças, mas mudanças que rompam com a Alca, o FMI e a burguesia! Não à guerra, não à Alca! Temos que nos posicionar contra aquilo que vai nos prejudicar, gerando fome, miséria...
Bush quer roubar o petróleo dos árabes, a nossa biodiversidade e controle econômico do nosso país, espalhar bases militares na América Latina como a de Alcântara e deixar claro que tem o controle das fronteiras no caso de resistência. E vocês pensam que vai ser diferente aqui quando dissermos não a essas políticas neoliberais, imperialistas? Seremos a Bagdá de hoje, lutando contra a destruição do pouco que resta para o seu povo. A Argentina que clama por justiça, seu povo nas ruas contra as imposições norte-americanas. É isso que queremos para nós? Os trabalhadores não sabem a força que têm quando usada a seu favor. Por isso temos que nos pronunciar sempre e denunciar quando vemos algo errado. Um exemplo disto é ver que pessoas comemoram o Dia Internacional da Mulher com uma festa, homenagens, caderno especial... como se só neste mês e época devêssemos falar de nossas lutas e conquistas. Não lembram do que somos e fazemos todos os dias como formadores de opinião. Que não precisamos de dia e sim de respeito, dignidade e direitos iguais!
Na realidade este exemplo serve para elucidar que a luta não é fácil e que depende do crescimento e união das massas que compõem o povo brasileiro. Para vencer este sistema falido, que é o capitalismo, que só ressurge porque deixamos, temos que dizer: não à guerra, não à Alca, não ao FMI, e, não ao imperialismo! Só assim será possível uma sociedade socialista. (Eliane de Sousa Koti - membro da direção regional do PSTU e da Secretaria Nacional de Mulheres do PSTU)