09 de julho de 2026
Geral

Apeoesp abre campanha salarial com ato dia 11

Da Redação
| Tempo de leitura: 2 min

A Subsede Bauru da Associação dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) vai percorrer, a partir desta semana, as escolas da região para convidar os professores a participar de uma paralisação na Praça da República em São Paulo, no próximo dia 11. A paralisação da início à campanha salarial proposta pela associação.

A data foi definida em reunião realizada no último dia 21, quando o conselho nacional da associação aprovou a realização de uma assembléia geral da categoria.

Segundo a conselheira estadual da Apeoesp, Suzi da Silva, o objetivo da assembléia com paralisação é pressionar o governo a atender as reivindicações dos professores. Suzi explica que, com esta assembléia, será possível sentir o desejo da categoria. “A partir daí é que poderemos definir se haverá greve neste ano”, revela.

O objetivo principal da assembléia é iniciar uma campanha salarial, conforme esclarece a conselheira. O pedido dos professores é que as gratificações sejam incorporadas ao salário. “Com isso, quando o profissional se aposenta, não perde estes benefícios”, diz. Além disso, o professorado reivindica a revisão do piso salarial, que hoje é de R$ 4,27 por hora/aula, o que corresponde a um salário mensal de R$ 512,40. O reajuste esperado é para, no mínimo, um piso de cinco salários minímos, prometido, segundo Suzi, desde o governo Mário Covas.

De acordo com a conselheira, outra reivindicação é a volta da grade curricular de 1997, com seis aulas para o período diurno e cinco para o noturno (atualmente, os alunos do período diurno têm cinco aulas diárias e os alunos do noturno, apenas quatro). A alteração da grade, diz Suzi, faz com que alunos e professores sejam prejudicados.

Os primeiros perdem em carga horária, o que impede o aprofundamento em determinados assuntos. Já o caso dos professores é ainda mais grave. “Muitos, com essa redução, acabaram perdendo o emprego por que a disciplina que ministram foi simplesmente abolida’, lamenta a conselheira.

Outro apelo da categoria é pela realização de concursos, principalmente para professores do ensino básico (PEB) 1, que dão aula de 1.ª a 4.ª série. O último concurso foi realizado em 1998, para PEB 2, que é o professor da 5.ª a 8.ª série do ensino fundamental e ensino médio. Desde 1991, não são realizados concursos para profissionais de 1.ª a 4.ª série.

Suzi explica que os professores têm sido admitidos em caráter temporário, o que faz com que percam os direitos que têm os profissionais concursados.

A Apeoesp quer, ainda, reivindicar a volta do projeto de lei que determina o número máximo de 35 alunos por sala de aula, vetado em 2001, pelo governador Geraldo Alckmin.

O tema da assembléia é “Em defesa da Escola Pública, do Emprego, do Salário e da Previdência Pública”. A conselheira estadual da Apeoesp pede a participação dos representantes de escolas de toda a região. “Sem a cooperação de todos os professores, não será possível alcançar a escola dos nossos sonhos”, finaliza.