Shatra - Os EUA bombardearam e depois invadiram a cidade de Shatra, na região central do Iraque, em busca de Ali Hassan al Majid, conhecido como “Ali Químico’’, e de outros oficiais do partido oficial Baath. Al Majid é acusado de ter sido o responsável pelo massacre de 100 mil curdos em 1988, a maioria morta com gás tóxico.
Serviços de inteligência norte-americanos teriam descoberto que al Majid, que é primo de Saddam Hussein, estaria coordenando as forças paramilitares nas emboscadas contra comboios de suprimentos dos EUA, retardando o avanço rumo à capital Bagdá.
Para o Pentágono, encontrar o primo de Saddam Hussein teria valor duplo: poderia minar o que tem sido uma das mais bem-sucedidas estratégia iraquianas, a guerrilha.
E porque Al Majid tem vital importância no equilíbrio de poder no governo iraquiano. Os marines tentaram, sem sucesso, encontrar o corpo de um companheiro, morto na semana passada e cujos restos teriam sido exibidos em praça pública pelas forças de Saddam, antes de ser removido, supostamente para as dependências de um hospital.
Norte-americanos e britânicos argumentam que os xiitas ainda não os tratam como “libertadores’’ porque em regiões como Umm Qasr (no Sul do país), permanecem focos de resistência das forças de Saddam.
Para os países árabes, a aversão dos xiitas à ocupação deriva de um sentimento de nacionalismo, do temor de que sejam destruídos patrimônios de suas cidades santas e pela “lição’’ deixada em 1991, quando depois de se revoltarem contra o regime não tiveram apoio dos EUA.
Forças norte-americanas anunciaram terem encontrado roupas de proteção contra armas químicas e equipamento de descontaminação e uma enorme quantidade de armas iraquianas em um depósito próximo a Nassiriah.
O comando militar dos EUA, no Catar, informou que se tratava de “mais uma peça no mosaico’’. Desde que o início da ofensiva, os americanos e britânicos tentam provar que o Iraque possui armas de destruição em massa.