Os policiais militares que faziam guarda das muralhas das penitenciárias de Pirajuí I e II foram substituídos por agentes de escolta e vigilância penitenciária ontem. Com a troca, o Estado completa 3.200 substituições do gênero. Na visita, o governador Alckmin confirmou que o Centro de Detenção Provisória de Bauru (CDP) será entregue em maio.
O governador Geraldo Alckmin participou da solenidade de troca dos profissionais em Pirajuí acompanhado do secretário da Administração Penitenciária, Nagashi Furukawa, do secretário de Segurança Pública do Estado, Saulo de Castro Abreu Filho, e do deputado estadual, Pedro Tobias (PSDB). “Com a medida os policiais militares voltam às ruas para prevenir crimes e dar segurança à população”, cita Alckmin.
O Estado vai substituir 45 PMS por agentes em Marília, 90 em Bauru e 60 em Araraquara. Furukawa comenta que os PMs estavam desempenhando uma função que não pertence à corporação. “O conceito de segurança já impõe que o policial que prendeu não realize a vigilância do preso. Mais do que isso, a Polícia Militar tem função preventiva e agora volta para esta missão. Já os policiais civis que tomavam conta de presos vão para a investigação”, argumenta.
A citação dos civis refere-se ao fato do Estado ter construído 20 Centros de Detenção Provisória CDP) que abrigam 18 mil presos à espera de julgamento. A medida gerou a desativação de 99 carceragens no Estado.
Alckmin confirmou que o CDP de Bauru será entregue em maio. “A prioridade será desativar a Cadeia Pública de Bauru e vamos conseguir entregar a obra em maio”, afirma.
Furukawa explicou que a capacidade para cerca de 768 vagas será destinada à demanda da Cadeia local. “Vamos atender a todos os casos de Bauru. Mas como a capacidade do CDP é bem maior que o contingente, caberá ao delegado seccional definir o aproveitamento da área para presos também da região”, amplia.