08 de julho de 2026
Bairros

Outono não detém avanço da dengue

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

Apesar da queda na temperatura e da redução das chuvas, características típicas do outono e que dificultam a procriação do mosquito Aedes aegypti, o número de casos de dengue em Bauru está aumentando. Ontem, a Secretaria Municipal de Saúde confirmou mais 18 casos da doença. Agora, já são 79 no ano.

Os órgãos de saúde continuam em alerta porque outras 77 pessoas estão sob suspeita de terem contraído a doença e aguardam resultado, explica Flávio Tadeu Salvador, coordenador do Núcleo de Controle de Vetores (NVC), órgão do Departamento de Saúde Coletiva da Secretaria Municipal de Saúde.

A epidemia está espalhada por todas as regiões da cidade, segundo Salvador. “Apesar de ter esfriado um pouco e não estar chovendo como no início do ano, ainda há muita água acumulada, onde o Aedes pode procriar-se”, diz.

Por isso, ele acredita que novos casos de dengue serão registrados. “Historicamente, o pico de confirmações de casos ocorre na segunda quinzena de março e início de abril. Por esse motivo, a população tem que continuar destruindo criadouros do mosquito”, orienta.

Ele ressalta que o bairro que mais preocupa é o Núcleo Gasparini, pelo risco da dengue hemorrágica, a forma mais grave da doença e que pode levar à morte. “No ano passado foram registrados vários casos no bairro e não sabemos o vírus que está circulando na cidade neste ano”, frisa.

Os órgãos de saúde só ficarão tranqüilos quando esfriar mais. “A temperatura ideal para o Aedes é em torno de 28, 29 graus. O frio mata o mosquito adulto. Mas ele suporta esse friozinho que está fazendo porque, como tem hábito domiciliar, à noite ele se abriga nas casas”, explica.

Das novas confirmações, 15 são autóctones (contraídos na própria cidade) e três são importados, informa a assessoria de imprensa da prefeitura. Do lote de exames recebido ontem pelo NCV, 58 apresentaram resultados negativos.

Os casos autóctones confirmados ontem são do Núcleo Gasparini (um); Parque Vista Alegre (dois); Jardim Santana (um); Mutirão Primavera (um); Distrito Industrial (dois); Vila Falcão (um); Vila Bela (um); Jardim Solange (um); Centro (um); Vila Coralina (um); Vila Cardia (um); e Parque Paulistano (dois).

Já os casos importados foram registrados um na Vila Bela (vindo de Campo Grande); um na Vila Serrão (vindo da Bahia) e um no Jardim Dona Sarah (importado de Tocantins).

Embora os dados do NCV apontem que a epidemia entrou no Distrito Industrial, onde mais dois casos autóctones foram confirmados, há outros bairros que preocupam muito os agentes da saúde, além do Núcleo Gasparini. São do Parque Vista Alegre, Jardim Santana, Mutirão Primavera, Vila Cardia e área central, por onde passam moradores de todos os bairros.

Ontem, os agentes de saúde atuaram na Vila Cardia e Centro. Na seqüência, darão continuidade ao rodízio de visitas às áreas onde foram registrados casos positivos.