Marília – A Polícia Federal de Marília (100 quilômetros a Oeste de Bauru) e o Ministério Público Federal lacraram três postos de gasolina na cidade, acusados de adulteração de combustíveis. Na primeira operação, realizada anteontem, foram fechados os postos Santo Antônio e Auto Posto R.S. Marília Ltda.
A polícia autuou em flagrante Reinado Rossignoli e Carlos Eduardo Micheli Ferraz, gerentes dos respectivos estabelecimentos. Os acusados foram encaminhados à delegacia da Polícia Federal e liberados após pagamento de fiança no valor de R$ 280,00.
Segundo Pacheco, está é a quarta vez que o posto Santo Antônio é lacrado pela polícia. Além da adulteração do combustível, a polícia investiga a ocorrência de sonegação no local, onde foi recolhido um cupom fiscal emitido com data de 2004.
Na tarde de ontem, a Polícia Federal desencadeou outra operação que culminou com a interdição de mais um estabelecimento, o Auto Posto Super Posto Dois Irmãos Ltda, localizado no bairro Fragata. O gerente Henrique Zutin foi preso e autuado em flagrante e até o fechamento desta edição continuava na delegacia.
Um inquérito policial foi instaurado para apurar os casos. Os acusados devem responder pela Lei 8.176/91 por adulteração de combustíveis. A pena prevista vai de um a cinco anos de detenção.
Segundo o delegado da Polícia Federal de Marília, Gilberto Pacheco, nos três casos, para constatar a adulteração, foram coletadas amostras e realizado um exame pericial preliminar, através de um equipamento disponibilizado pela Procuradoria da República de Marília. “Em seguida, nós encaminhamos a amostra para o departamento de química da USP, que é conveniado a Agência Nacional de Petróleo (ANP), para emitir um laudo definitivo”, explica o delegado.
A reabertura dos postos, segundo Pacheco, será definida pela Justiça Federal.
Fiscalizações
O delegado afirma que a polícia tem intensificado as fiscalizações nos postos de combustíveis na cidade e, desde a metade do ano passado, 20 estabelecimentos teriam sido vistoriados. “A região de Marília é uma das regiões do Estado onde há uma fiscalização mais intensiva”, afirma.
Pacheco não soube informar, no entanto, a quantidade de postos que apresentaram neste ano irregularidades quanto a natureza do combustível.
O delegado afirma que o órgão responsável pela requisição das fiscalizações nos postos é o Ministério Público. Atualmente, segundo ele, existe uma força-tarefa composta por três procuradores da República, das cidades de Piracicaba, Bauru e Marília, que coordenam no Estado um grupo de trabalho de fiscalização dos casos de adulteração de combustível. “Várias ações foram realizadas já em Piracicaba, Paulínia, Ribeirão Preto e Marília. São vários casos que estão sendo apurados.”
O delegado adianta que, nos próximos dias, estão previstas outras fiscalizações na cidade de Marília.
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Última hora
A partir das investigações iniciadas anteontem, a Polícia Federal chegou no final da tarde de ontem a uma distribuidora de Assis que estaria comercializando combustível adulterado.
Até o fechamento desta edição, o delegado da Polícia Federal, Gilberto Pacheco, não havia concluído o flagrante.
Segundo o delegado, há suspeitas de que essa distribuidora estaria comercializando o produto para postos de Marília.