O presidente da executiva municipal do PSDB, Ricardo Carrijo, e o deputado estadual Pedro Tobias, são favoráveis à proposta de que o partido defina até julho o nome do candidato tucano que disputará a Prefeitura de Bauru nas eleições municipais do ano que vem.
Na semana passada, um grupo de militantes do PSDB - comandado pelo ex-vereador Carlos Roberto Ladeira, Marcelo Borges e Jair Sanches Vieira - defendeu que a legenda inicie um processo de discussão para a escolha do prefeitável. A proposta define o mês de julho como limite máximo. Mas os vereadores do partido Garmes e Parreira são contra a proposta.
“Eu já tenho uma boa experiência adquirida em duas campanhas a prefeito e uma a vice. A escolha do candidato tem que ser a mais breve possível”, opina Carrijo. Ele disputou a prefeitura nas eleições de 1992 e 1996. Em 2000, foi vice de Tobias.
O presidente da executiva tucana comenta que uma campanha à prefeitura tem que ser estruturada antecipadamente. “Temos que percorrer a periferia, formar a chapa de vereadores. Não porque demorar na definição do nome a prefeito. É uma solução para se evitar erros do passado.”
Carrijo não acredita que a escolha antecipada do pré-candidato provoque desgastes devido ao tempo de exposição que ficará na mídia. “Temos que lembrar que já há pré-candidatos em plena campanha. Não podemos perder tempo. Esse é um discurso de quem deseja empurrar a situação com a barriga”, avalia.
O tucano, porém, lembra que o PSDB é um partido democrático. “O grupo que tiver maior poder de argumentação, vence.” Ele se adianta e garante que não pretende disputar a indicação. “Minha cota de contribuição já foi dada”, diz.
O deputado estadual Pedro Tobias também defende que o partido escolha já o nome do pré-candidato a prefeito. O parlamentar, porém, reconhece que esperava polêmica em torno do assunto. “O PSDB sempre foi uma legenda polêmica. A divergência de opiniões faz parte da democracia”, afirma.
Na opinião dele, até certo ponto é desgastante antecipar a escolha do nome, mas avalia que há mais vantagens do que desvantagens. “A população precisa conhecer quem será nosso candidato. Estamos maduros o suficiente para escolhermos um nome e iniciar o trabalho rumo a campanha de 2004”, defende.