09 de julho de 2026
Geral

Pneumonia asiática deixa os médicos de Bauru em alerta

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

Os médicos de Bauru estão sendo orientados a ficar alertas para a possibilidade do surgimento de casos de pneumonia respiratória aguda grave, a chamada pneumonia asiática. Ontem, o Departamento de Saúde Coletiva (DSC), órgão da Secretaria Municipal de Saúde, recebeu orientações do Ministério de Saúde sobre a doença.

Maria Helena Abreu, diretora do DSC, conta que o comunicado enviado pelo Ministério da Saúde pede atenção aos médicos. “Temos que ficar alerta, e esta é a orientação que estamos passando para os médicos, para identificar os pacientes que apresentarem sintomas da doença”, frisa.

Ela ressalta que os sintomas da pneumonia asiática são febre alta, calafrio, tosse seca, dor muscular e falta de ar, os mesmos de gripes e do tipo clássico da doença. O que diferencia o tipo agudo da pneumonia é uma alteração específica no raio-x do pulmão. “O histórico do paciente, se nos últimos dez dias veio de algum local onde está ocorrendo casos da doença, é o que ajuda a identificar”, diz.

A doença já foi identificada em 15 países, com um total de 1.804 infectados, dos quais 64 morreram. A maior incidência de casos é na Ásia, mas ontem uma jornalista inglesa que está em São Paulo foi internada com suspeita da doença.

Maria Helena tranqüiliza a população explicando que não há nenhum caso suspeito em Bauru. “Mas se surgir, o médico deve isolar o paciente e comunicar a Vigilância Epidemiológica imediatamente, que vai levar o caso à Secretaria Estadual de Saúde para que os exames específicos sejam feitos”, explica.

Pela orientação do Ministério da Saúde, o paciente sob suspeita de ter contraído a síndrome respiratória aguda grave deve ser transferido para um hospital de referência, indicado pela Secretaria Estadual de Saúde, de acordo com Maria Helena.

A diretora do DSC também descarta a possibilidade do vírus da pneumonia asiática ter chegado a Bauru com a delegação chinesa que visitou a cidade há quase um mês. O grupo de chineses veio a Bauru tratar de possíveis convênio e intercâmbios com a prefeitura. “Isso não nos preocupa porque essa síndrome aumentou depois da visita dos chineses e não surgiu nenhum caso suspeito nos prontos-socorros”, afirma.