Eu não via necessidade de responder ao leitor que, ocupando este espaço, na coluna de sábado passado (29/3), sob o título “O prefeito que se acha”, elencou de maneira claramente maldosa problemas que a nossa Administração já resolveu ou que luta para solucioná-los. Achei desnecessário porque seria colocar em dúvida a inteligência da grande maioria dos leitores que têm esta leitura como hábito e que sabem de cátedra discernir com bom senso quando se trata de uma análise, de uma crítica, por nós sempre bem-recebida, ou quando se trata de pura maldade de adversários políticos, de paus-mandados que tentam conspurcar a imagem da Administração para tirar proveitos eleiçoeiros. Resolvi responder não propriamente pelos itens elencados naquela carta, mas para lembrar o leitor que, além dos incorrigíveis paus-mandados, sempre de plantão, há também alguns que o fazem por simples dor-de-cotovelo ou por causa de uma chantagenzinha desprezível (do tipo “se não me der o emprego...” ou “se não quitar meu IPTU...”) e outros golpezinhos considerados sujos e baixos até fora do ringue. Felizmente, só uma meia-dúzia se dedica a isto porque temos um povo ordeiro, educado, amável.
O mesmo missivista que assinou no sábado já tentou denegrir a imagem da Administração em outras oportunidades e o leitor deve estar lembrado disto. Contudo, logo percebi que havia uma ação articulada por alguns motivos. O primeiro, a já manjada ação de caráter oposicionista; o segundo é por deixar transparecer uma certa peçonha que, embora altamente tóxica, em Bauru tem se mostrado inócua. E o terceiro é que, não obstante não escreva bem, esta carta de Aurélio da Silva Braga estava pior que as precedentes, levando a crer que seria de autoria daquele que a repercutiu na Câmara, na sessão de segunda-feira, confirmando a suspeita.
Cada vez que esse leitor comparece a esta coluna, lembro do sujeito que há pouco mais de um ano e meio esteve na porta de meu apartamento para pedir emprego, sob a alegação de que votara e trabalhara pela minha eleição, em outubro de 2000, em virtude, segundo ele, de minha reconhecida capacidade como administrador, por ter colocado o Município em ordem, etc., etc. Agradeci com toda sinceridade, mas lhe disse que a Lei de Responsabilidade Fiscal me obrigava a enxugar o quadro e por isto o emprego não seria possível. Disse que as contratações, em caráter excepcional, se dariam por concursos anunciados no Diário Oficial do Município e que esta era a única via pela qual poderia ingressar nos quadros do funcionalismo.
Não havendo qualquer facilitação direta de minha parte em seu pleito, todas as qualidades do meu governo também evaporaram para ele. Depois de recomendar-me nas urnas pelas minhas virtudes, para ele passei a ter só defeitos. E há outros gatos- pingados, inclusive na imprensa, que tentam usar infrutiferamente a mesma estratégia.
Sou jornalista e aprendi, em minha formação, a fazer e a aceitar críticas. Mas as críticas efetivas, verdadeiras, procedentes. Conheço todas as mazelas do setor e aproveito para recomendar ao leitor deste prestigiado espaço que veja com desconfiança e não se deixe enganar. Todos têm a liberdade de criticar da maneira como quiserem. Mas desconfie daqueles que o fazem sobre o meu governo não citando que com minha equipe já fizemos cerca de um milhão de metros quadrados de asfalto; já construímos seis escolas e iniciamos a construção de mais cinco; entregamos um belo Teatro Municipal Celina Lourdes Alves Neves para a cultura da nossa população; abrigamos condignamente e informatizamos a Biblioteca Rodrigues de Abreu; estamos ampliando o Pronto-Socorro Central; duplicamos a av. Nuno de Assis entre o Terminal Rodoviário e o Trevo da Vila Santa Luzia; duplicamos a av. Marcos de Paula Rafael entre o Mary Dota e o Nobuji Nagasawa; estamos duplicando a Comendador Martha; segue a extensão da av. Nações Unidas, em canal fechado, ao longo de 450m; abrimos outra entrada da cidade, pela rodovia Bauru-Marília, asfaltando dois quilômetros da Marçal de Arruda Campos, no Parque Roosevelt; nova empresa trouxe mais de 100 ônibus 0k para Bauru; saneamos as finanças; saneamos a Cohab e a Emdurb; regularizamos os salários e vale-compra do funcionalismo público municipal; as equipes de Bauru têm excelente desempenho nos Jogos Abertos e Regionais, entre centenas de obras e ações. Temos problemas e muito trabalho pela frente, mas com a ajuda de Deus solucionaremos os maiores e avançaremos muito, com o apoio de 315 mil bauruenses, não importando que pessoas como a citada torçam contra. (Nilson Costa - prefeito municipal)