09 de julho de 2026
Guerra no Iraque 2003

Divisão Bagdá não existe mais, diz coalizão

Agência Folha
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Kut - A 1.ª Força Expedicionária dos Fuzileiros Navais tomou ontem uma ponte perto do rio Tigre na região de Kut, avançou em direção a Bagdá pelo sudeste e está a cerca de 30 quilômetros da capital. Nos combates para assegurar a rota para a capital, os marines, afirma o comando central americano, destruiu a Divisão Bagdá, força da Guarda Republicana do Iraque responsável pela proteção da área.

O governo iraquiano negou o avanço inimigo e a perda da divisão. “A Divisão Bagdá não existe mais, e os fuzileiros navais seguem em frente”, declarou o capitão americano Frank Thorp.

Em nota lida na TV iraquiana, o governo de Saddam Hussein classificou como mentiroso o anúncio da destruição da divisão, que continuaria apta para o combate, “com moral alta para atacar o inimigo e destruí-lo”.

A Divisão Bagdá seria formada por ao menos 5 mil homens - estima-se que até 80 mil formem a Guarda Republicana. Os EUA bombardearam posições da divisão nos últimos dias e diziam, até anteontem, que contingente da Bagdá teria sido reduzido pela metade.

Segundo os americanos, marines com metralhadores dispararam contra soldados iraquianos pelo controle de uma ponte no canal Saddam perto do rio Tigre. Os integrantes da Divisão Medina responderam com lança-granadas. Cerca de 100 iraquianos teriam sido mortos apenas nesse confronto.

Durante a movimentação, os fuzileiros navais teriam cruzado a chamada “linha vermelha”, zona ao redor de Bagdá na qual, dizem os americanos, a Guarda Republicana teria permissão para usar armas químicas.

“Pode haver um ponto limite, a partir do qual o regime (de Saddam) se sinta ameaçado o suficiente para usar armas de destruição em massa”, declarou o general Vincent Brooks, em entrevista no comando de operações no Catar.