08 de julho de 2026
Geral

Monitores vão às ruas explicar as mudanças nos ônibus coletivos

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 3 min

A partir de hoje, 104 monitores, entre funcionários da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb) e das três empresas que operam no sistema de transporte coletivo na cidade, estarão nas ruas para orientar os usuários sobre as mudanças nas linhas e itinerários de ônibus.

As alterações entram em vigor no próximo dia 12 e estão gerando dúvidas por parte dos usuários. A proposta da mudança é diminuir o custo do sistema do transporte coletivo e prepará-lo para implantar o passe-integração.

Os orientadores vão percorrer pontos de ônibus da área central e dos bairros e abordar os usuários para esclarecer as eventuais dúvidas que eles tenham sobre as mudanças, segundo a assessoria de comunicação da Emdurb.

Todos os orientadores, que ontem passaram por treinamento na Emdurb, estarão usando camisetas com logotipo da campanha de esclarecimento sobre as mudanças. Muitos usuários continuam com dúvidas apesar das empresas já terem iniciado a distribuição de 180 mil jornais com as alterações das linhas e horários e a Emdurb estar entregando 250 mil tabelas de bolso sobre as mudanças.

Um indicativo das dúvidas é o aumento no número de ligações ao Sistema de Atendimento ao Usuário (SAU) da Emdurb. Ontem, até as 17h, o serviço 0-800 havia feito 603 atendimentos, contra uma média de 400 telefonemas recebidos antes da divulgação das mudanças.

Há usuários que já reclamam que serão prejudicados. É o caso de Jaime Nunes da Silva, que mora no Jardim Terra Branca. “Nós somos atendidos por duas linhas, a Jardim Terra Branca/Jardim Godoy e a Jardim Terra Branca/Vila Santa Luzia. Agora vão cancelar a a linha Terra Branca/Santa Luzia e mudar o horário da outra linha. O ônibus que saía daqui às 5h30, só vai sair às 6h03”, conta.

A mudança, afirma Silva, vai prejudicar toda sua família. “Meu filho entra às 6h no Tiro de Guerra e minha filha às 7h no trabalho, mas precisa pegar outro ônibus na cidade. Se eles pegarem o primeiro ônibus que sai daqui do bairro, às 6h03, não vão conseguir chegar a tempo”, relata. “Como eles, eu e vários vizinhos seremos prejudicados”, diz.

Já Aline de Araújo, 18 anos, que mora no Núcleo Mary Dota e estuda nos Altos da Cidade, está preocupada com as mudanças. “Estão dizendo que o ônibus que eu pegava, que saía do Jardim Mendonça e ia para o Estoril, agora vai sair do Bauru 1 e não passará no Jardim Mendonça. Como fica quem mora no Jardim Mendonça?”, questiona.

Além de reclamar que os pontos dos ônibus ficaram mais longe de suas casas, a mudança de itinerário frustrou a expectativa de moradores da rua Aldo Aparecido Marcelino, no Jardim Andorfato, de que o asfalto chegaria logo à via. João Batista de Moura, que mora na quadra 2 da rua, diz que ao deixar de ser trajeto de ônibus, a pavimentação ficará muito mais difícil.

“A rua é itinerário de ônibus, mas como fica esburacada, em média, dez meses ao ano, os carros mudam o trajeto. Nossa expectativa era de que a rua, por tratar-se de trajeto de coletivo, fosse asfaltada logo. Agora, além dos pontos ficarem mais longe, não teremos asfalto”, explica. Os moradores estão dispostos a bloquear a rua caso a mudança anunciada não seja cancelada.