• “Pela imprensa”
Essa foi a expressão mais usada nos depoimentos prestados ontem pelo vereador Osvaldo Paquito (PPS) e Pedro Valentim à Comissão Processante (CP) que apura denúncias de irregularidades contra José Humberto Santana (sem partido). De acordo com os dois, tudo que ficaram sabendo sobre a denúncia contra Santana foi pela imprensa.
• Sem novidades
As declarações de ontem nada acrescentaram à acusação feita contra José Humberto Santana no processo. A Comissão Processante já conta com a maior parte dos elementos em relação ao que foi apontado na acusação. É evidente que a CP parte agora para ouvir os argumentos da defesa.
• Estratagemas
De certa forma, as petições que chegam às CPs que apuram denúncias emperram as atividades da investigação. Ontem, por exemplo, a defesa do vereador Osvaldo Paquito (PPS) pediu o adiamento dos depoimentos das três testemunhas agendadas para o período da tarde. Os depoimentos foram, então, remarcados para quarta-feira.
• Puxando a fila
Na verdade, corre pelos bastidores da Câmara que nenhum dos quatro vereadores quer ser o primeiro a enfrentar o plenário da Casa. O desejo de cada um deles é ficar por último. Com isso, será possível avaliar o novo quadro político que terá se formado com possíveis alterações de mandato.
• Um exemplo
E para manter a tática em pé, os advogados de defesa começam a evidenciar seus argumentos. Ontem, por exemplo, Valdomir Mandalite fez um requerimento onde sustenta que não havia condições das testemunhas serem ouvidas sem a degravação do depoimento do vereador Paquito.
• Procrastinação
Já pensou se a moda pega e os juízes passam a deferir pedidos do gênero no Judiciário? É claro que os advogados estão desempenhando seus papéis, mas cabe ao juiz da CP, o presidente, usar pelo menos o bom senso em relação aos pedidos. Sem isso, fica apenas o registro do argumento de que a intenção não era de procrastinar (atrasar os trabalhos).
• Questão jurídica
Surge fora do ambiente da CP aberta contra Bueno discussão sobre sua participação em procedimentos internos da Câmara diante da ausência do presidente Walter Costa à época dos fatos denunciados. A discussão é que o vice-presidente só poderia assinar pagamentos e autorizar as deliberações quando o titular se licencia e Walter Costa nunca se licenciou da função.
• “Que experiência?”
Um tucano de bico duro ficou matutando sobre a avaliação que o presidente da executiva municipal do PSDB, Ricardo Carrijo, fez para justificar a antecipação da escolha do nome do prefeitável do partido. Carrijo disse que tinha experiência de três eleições, duas das quais como cabeça de chapa. “Mas o Carrijo perdeu as três. Ele tem experiência sim, mas de derrotas”, bicou o tucano.
• Mudanças?
Por falar em tucanos, corre a passos largos nos bastidores a informação de que o governo deve promover alteração no comando de mais um órgão estadual na cidade. E isso ocorreria na próxima semana. A especulação mais forte surge em torno da CDHU.