• Mania de consultoria
Matéria crítica de duas páginas na edição de hoje (4 e 5) questiona junto ao secretário de Obras, Antonio Carlos Duarte, o porquê de se contratar, ao custo de R$ 35 mil, uma empresa para fazer um estudo do asfalto da avenida Rodrigues Alves visando reformá-la. A matéria também revela que há formas de fazer o trabalho sem essa despesa adicional.
• Trabalho de prefeitura
Virou mania gastar o escasso dinheiro público com estudos para tudo, quando a prefeitura tem engenheiros de sobra e um quadro de mais de quatro mil profissionais. Se fosse algo de notório grau de dificuldade e grande complexidade, tudo bem. Mas arrumar o asfalto de uma avenida não parece ser tarefa que tenha de ser precedida por um estudo científico.
• Faculdades e exemplos
E ainda que se tenha de recorrer a profissionais externos à administração, as universidades estão aí para ajudar gratuitamente no trabalho, isso para não falar em experiências realizadas em outras cidades ou aqui mesmo, como é o caso do exemplo dado pelo engenheiro José Cardoso Neto, ex-secretário de Obras da prefeitura.
• Advogado argumenta
O advogado de defesa do vereador Osvaldo Paquito (PPS), Valdomir Mandaliti, garante que não tem qualquer interesse em bloquear as atividades da Comissão Processante (CP) instalada para apurar denúncias de irregularidades contra seu cliente. Na reunião de anteontem da CP de Paquito, o advogado pediu o adiamento dos depoimentos de testemunhas.
• Caráter técnico
Ele afirma que a decisão de pedir à CP a transferência dos depoimentos foi eminentemente técnica, já que a Consultoria Jurídica da Câmara Municipal de Bauru não aprontou, a tempo, a degravação do depoimento de Paquito. O advogado alega que sem o conteúdo do depoimento do vereador em mãos seria muito temeroso questionar as testemunhas de defesa.
• Corrupção “legal”
Está circulando na Internet um manifesto contra um projeto de lei atribuído a um deputado federal baiano, de nome Jutahy Magalhães (PFL), que “legaliza” a corrupção no País, conforme alertam os autores. De acordo com o projeto, a idéia é proibir o Ministério Público de investigar atos de corrupção de presidente da República, governadores, prefeitos, senadores e deputados em geral.
• Interesses poderosos
Se este projeto realmente existir, é mais uma tentativa de golpear a democracia por parte de espertalhões que usam os cargos públicos não para defender os interesses da população, mas para satisfazer desejos de poderosos. É um absurdo que se tente calar o Ministério Público, que nos últimos 15 anos vem flagrando ladrões e mais ladrões dos cofres públicos.
• Mais professores
A pauta da sessão da Câmara Municipal desta segunda-feira à tarde não apresenta grandes surpresas. Há um projeto de lei do Executivo que cria cargos de professor de 5.ª a 8.ª séries do ensino fundamental. Outro projeto, do vereador Paulo Eduardo Martins Neto (PFL), obriga os veículos escolares a trafegarem com luzes baixas acesas.