11 de julho de 2026
Guerra no Iraque 2003

Soldados escavam suposto depósito de armas químicas

Reuters
| Tempo de leitura: 2 min

Aziziyah - Os Fuzileiros Navais dos Estados Unidos estavam escavando um suposto esconderijo de armas químicas no pátio de uma escola iraquiana para meninas, em uma cidade a Sudeste de Bagdá, ontem.

Os Fuzileiros Navais disseram que um homem que se descreveu como ex-membro das forças especiais iraquianas informou que um grupo de iraquianos teria derrubado uma parede da escola dois meses atrás, escondido alguma coisa e recoberto o local de concreto durante três noites. “Não temos outras pistas agora, mas vamos escavar para ver”, disse o general James Mattis, comandante da 1.ª Divisão de Fuzileiros Navais, a principal força terrestre dos Fuzileiros Navais no Iraque.

“Moradores locais apontaram a máscara contra gás de um Fuzileiro Naval e apontaram para a escola”, disse Mattis sobre as denúncias quanto às temidas armas químicas nesse local da cidade de Aziziyah, 80 quilômetros a Sudeste de Bagdá. Washington e Londres lançaram sua invasão do Iraque em 20 de março dizendo que queriam livrar o país de suas supostas armas químicas e biológicas, e derrubar o presidente Saddam Hussein. Hussein nega dispor dessas armas.

Sean Maguire, correspondente da Reuters que acompanha os Fuzileiros Navais, disse que as forças norte-americanas estão escavando o pesado concreto que encontraram no pátio da escola. O progresso é lento, porque o concreto é espesso e foi reforçado com aço.

As forças lideradas pelos Estados Unidos, equipadas com trajes contra a guerra química, dizem que até agora não encontraram indícios claros de que Saddam ainda disponha de armas químicas ou biológicas.

Mais cedo, ontem, um oficial norte-americano disse que os primeiros testes de um pó branco e de um líquido encontrados na sexta-feira em milhares de caixas perto da Capital iraquiana indicavam que não se tratava de armas químicas. “A primeira análise não indica que seja um produto químico passível de uso em um ataque”, disse o coronel John Peabody, comandante da Brigada de Engenharia da 3.ª Divisão de Infantaria. Ele anunciou que solicitaria mais testes.