Washington - As forças armadas dos Estados Unidos identificaram ontem oito soldados mortos na suposta emboscada a um comboio militar norte-americano no sul do Iraque em 23 de março, o que levaria a 75 o número de soldados norte-americanos mortos no conflito.
Os restos mortais das tropas, que segundo o Pentágono foram vítimas de emboscada por forças iraquianas, foram localizados em um hospital em Nassiriya mais de uma semana depois do combate. Os soldados, que até então estavam registrados como desaparecidos em ação, agora foram registrados como mortos em combate.
Os corpos foram localizados quando tropas de operações especiais dos EUA resgataram a soldado Jessica Lynch, 19 anos, que havia sido capturada. Ela já chegou à Alemanha, onde teve suas fraturas operadas. Os restos mortais de um nono soldado foram localizados no hospital, mas a identidade dele não foi divulgada de imediato.
O Pentágono anunciou ontem que as 75 mortes militares norte-americanas registradas no conflito durante as pouco mais de duas semanas transcorridas incluem 62 vítimas de ação hostil e 13 vítimas de acidentes ou outros incidentes.
Há oito soldados que ainda são considerados desaparecidos, e sete são prisioneiros de guerra dos iraquianos. Sete dos oito mortos identificados ontem eram membros da 507 Companhia de Manutenção, baseada em Fort Bliss, Texas.
Trata-se do sargento Robert Dowdy, 38 anos, de Cleveland, Ohio; do soldado Ruben Estrella-Soto, 18 anos, de El Paso, Texas; do soldado especialista James Kiehl, 22 anos, de Comfort, Texas; do suboficial Johnny Villareal Mata, 35 anos, de Amarillo, Texas; do soldado Lori Ann Piestewa, 23 anos, de Tuba City, Arizona; do soldado Brandon Sloan, 19 anos, de Cleveland, Ohio, e do sargento Donald Walters, 33 anos, de Kansas City, Missouri. O oitavo é o sargento George Buggs, 31 anis, de Barnwell, Carolina do Sul, membro do Batalhão de Apoio da 3.ª Divisão, de Fort Stewart, Geórgia.
Os oito eram parte do grupo de 15 soldados originalmente registrados como desaparecidos quando um comboio da 507a Companhia de Manutenção se extraviou e foi atacado por tanques e soldados iraquianos. Cinco prisioneiros foram mais tarde exibidos pela televisão iraquiana, bem como os corpos ensangüentados de oito mortos, o que levou o presidente George W. Bush a advertir os iraquianos de que seriam tratados como “criminosos”.