11 de julho de 2026
Guerra no Iraque 2003

'Criminosos vão ser humilhados', ameaça Hussein através de ministro

Agência Folha
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Bagdá - O ministro da Informação do Iraque, Mohammed Said al Sahaf, leu ontem uma mensagem que afirmou ser do presidente Saddam Hussein exortando os iraquianos a intensificar os ataques contra a coalizão anglo-americana. “Os criminosos serão humilhados”, disse Al Sahaf na TV iraquiana.

Segundo ele, a mensagem era de Saddam e datada de ontem. “Vocês precisam infligir mais feridas ao inimigo e combatê-lo e privá-lo das vitórias que atingiu. É preciso abalar suas juntas e aterrorizá-los e rapidamente derrotá-los em Bagdá e em torno dela.” Os EUA afirmaram ontem que suas tropas entraram em Bagdá pela primeira vez desde o início da guerra, em 20 de março.

Anteontem, a TV iraquiana mostrou imagens de Saddam passeando pelas ruas da Capital e saudando grupos de admiradores, pouco depois de ele ter lido uma nota na TV pedindo que os cidadãos iraquianos “golpeassem os inimigos com força”.

As imagens mostravam Bagdá bombardeada, mas não foi possível determinar se elas haviam sido realmente gravadas anteontem. A declaração de Saddam na TV exibida anteontem forneceu a primeira pista verdadeira de que o presidente sobreviveu a um ataque das forças americanas em 20 de março, já que, nela, ele mencionou a derrubada de um helicóptero Apache em 24 de março.

Al Sahaf disse ontem, lendo a suposta mensagem de Saddam: “Para ferir ainda mais o inimigo, elevem o nível de seus ataques”. A mensagem afirmava que, ao se concentrarem em Bagdá, os inimigos enfraqueciam seu controle de outras partes do Iraque. “O inimigo se encontra perdido”, disse Al Sahaf. “Cada vez que ele encontra os muros impenetráveis de Bagdá, dirige mais forças contra ela”, dizia a mensagem. “Ela é a capital do amado Iraque, e Deus a protegerá como símbolo de fé, do jihad da virtude.”

Depois que a mensagem de Saddam foi exibida, a Casa Branca afirmou que consideraria a ação militar contra o Iraque um sucesso mesmo se as forças dos EUA não conseguissem encontrar o presidente iraquiano. Al Sahaf também disse que Bagdá estava firmemente sob controle iraquiano e negou as alegações dos EUA de que forças da coalizão haviam chegado ao centro da Capital iraquiana.